A Ucrânia precisa se livrar de seu presidente Zelenski antes que seja tarde demais. A guerra com a Rússia, que já perdura por três anos e meio, evidencia uma derrota definitiva para a Ucrânia.
É importante lembrar que essa guerra poderia ter sido evitada. Bastava o Presidente Comediante da Ucrânia Volodymyr Zelensky, e seu governo com tendências neonazista, dizer que não iria entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN e todo esse conflito teria sido evitado.
Esse foi o estopim do conflito, apesar de questões como o não cumprimento do acordo de Minsk e o ataque à população de origem russa no Donbass, desde 2014, com mais de 14.000 mortes, pelo exército neonazista ucraniano também pesarem na decisão da Rússia de invadir o território ucraniano.
A Ucrânia está esfacelada, perdeu centenas de milhares de homens, milhares se tornaram presos de guerra na Rússia e milhares estão mutilados ou com sequelas graves. Uma parte de seus cidadãos, para evitar o recrutamento, tenta fugir do país, pois sabe que não terão chance alguma no campo de batalha.
Qualquer ajuda financeira não será suficiente para reverter o quadro de derrota. As “potências” europeias como Alemanha, Reino Unido e França não querem admitir que a Ucrânia perdeu, que a OTAN perdeu, que o Ocidente perdeu! Fecham os olhos e sonham com uma possível virada ilusória do jogo. Quanto mais o tempo passa, mais a Ucrânia caminha para sair dessa aventura, em que foi manipulada pelo Ocidente, como um país arruinado e menor.
Perderá o Donbass e possivelmente parte do sul do país, o que pode acarretar o fim de seu acesso ao Mar Negro. Todas essas perdas devem ser colocadas na conta do golpe de 2014, patrocinado pelos EUA, que gerou a ascensão de um governo associado a uma extrema-direita neonazista que encaminhou a Ucrânia para essa triste situação.
Donald Trump, que prometeu em campanha acabar com a guerra em 24 horas, resolveu – diante de sua baixa popularidade interna e externa decorrente dos tarifaços e de um governo que intensifica a crise econômica em seu país – entrar no jogo da pacificação, pretendendo assim, quem sabe, um prêmio Nobel da paz, que cairá muito bem em sua avaliação.
Conversou com Putin, recebido no Alasca como um estadista, com melhor tratamento que os aliados europeus. Putin deixou muito claro que não haverá tréguas como quer a Europa para rearmar a Ucrânia. A guerra tem que ser finalizada com uma paz duradoura e causas fundamentais da guerra são prioridades! Por causas fundamentais, leia-se, a não entrada da Ucrânia na OTAN, a desnazificação em curso e a apropriação dos territórios do Donbass, ocupados pela Rússia na guerra, além da Crimeia, anexada em 2014. Trump concordou e levou a proposta para os líderes europeus, que agora falam em “garantias de segurança”.
Putin já deixou claro que não pretende invadir outras nações, mas a campanha da mídia ocidental e de seus neoconservadores mantém esse discurso, para que, assim, as indústrias bélicas envolvidas continuem a lucrar bilhões de dólares com essa guerra sanguinária.
Se Zelenski, que não é mais presidente legítimo devido ao cancelamento das eleições, não concordar com essa possibilidade de fim da guerra, Trump vai lavar as mãos e dizer que fez o possível. Os europeus deverão arcar com a continuidade dos custos e operações de uma guerra perdida. Os russos não vão parar, vão continuar sua campanha, que diariamente conquista mais territórios.
Se a guerra parar hoje, a Ucrânia deve perder só o Donbass; se continuar, os russos só vão parar quando chegarem no rio Dniéper e vão querer também os territórios de Zaporizhzhia, Kherson e Odessa, impedindo o acesso da Ucrânia ao Mar Negro. Apesar de perder o Donbass, aceitar o fim da guerra agora pode ser um negócio melhor para a Ucrânia! Uma guerra mais prolongada significa perder mais territórios.
Quando um país está correndo o perigo de existência numa guerra perdida, é costume seu líder se render, ser rápido em tentar fechar um acordo de paz que garanta a sobrevivência de sua nação, mesmo perdendo territórios. Mas não parece, pelas suas declarações, que Zelensky terá essa nobre postura de salvar o povo ucraniano.
O presidente da Ucrânia está pouco se lixando pelo sofrimento de seu povo. O país vem sofrendo muito nos últimos dois meses, com fortes ataques diários às suas principais cidades. O exército ucraniano está esfacelado. Não consegue repor suas perdas. Relatos de combatentes desertando e abandonando suas posições são cada vez mais frequentes.
Milhares de jovens soldados morrem a cada mês que se prolonga a guerra. O alistamento compulsório, pegar jovens nas ruas e mandar para o “moedor de carne” nas frentes de batalhas perdidas é contestado diariamente pela população. Leis são alteradas para que mulheres possam servir, assim como homens com mais de 60 e jovens de 18 anos. Muitos são capturados nas ruas e levados para a morte.
Qualquer cidadão que conteste essas ações é acusado de traição, é preso e torturado. Há um número enorme de desaparecidos, inclusive muitos combatentes, o que colabora para que o governo não precise ressarcir as famílias dos soldados mortos. A Ucrânia virou uma ditadura que encaminha seus cidadãos diariamente para a morte nos campos de batalha ou mesmo, para aqueles que ficam, nas suas cidades. A população ucraniana está refém de um governo assassino e cruel.
Num futuro próximo, se não conseguir fugir para algum paraíso que o espere no ocidente, Zelensky será preso por crime de guerra e por levar seu país a destruição. Zelensky sabe que terá que arcar com essa responsabilidade, por isso não quer o fim da guerra, está perdido como a Ucrânia, destruída por ele. Se a Ucrânia quiser ainda manter algum status de nação, ela precisa se livrar o quanto antes de Zelensky.
Cada dia que passa, parte de seus territórios é repassada para a Rússia, que não vai devolvê-los, já que a está pagando com sangue. Bom lembrar mais uma vez que não foi a Rússia que iniciou esse conflito. Tudo teve início com o Golpe da Maidan, de 2013 e 2014, financiado pelos EUA, que acabou com um governo democrático e colocou os fantoches pró-EUA. Fatos que a imprensa ocidental faz questão de omitir.
Mas como se livrar de Zelensky? Esta é a questão que a Ucrânia terá que resolver em breve, se quiser perder menos área territorial.

Fábio da Cunha
Professor Dr. Fábio César Alves da Cunha é geógrafo e docente associado do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Londrina UEL. Possui mestrado em Planejamento Ambiental (UNESP), Doutorado em Desenvolvimento Regional (UNESP) e Pós-Doutorado em Metropolização pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Trabalha com geografia urbana e regional, planejamento urbano e ambiental, geopolítica e metropolização.











