O ministro Luiz Marinho abriu, em Brasília, a Reunião de Ministros do Trabalho do Mercosul, após dez anos sem encontros presenciais entre as principais autoridades trabalhistas do bloco.
O evento ocorreu no Palácio do Itamaraty, sob presidência pró-tempore do Brasil, reunindo representantes de Argentina, Paraguai, Uruguai e países associados como Bolívia, Chile e Peru.
A reunião contou também com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, ampliando o diálogo sobre justiça social.
Os debates priorizaram estratégias regionais para geração de empregos, fortalecimento da proteção social e promoção da igualdade de gênero em um cenário de transformações produtivas globais.
Luiz Marinho destacou que o Mercosul é espaço estratégico para políticas centradas nas pessoas e defendeu um modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão e dignidade laboral.
“O desafio da formalização e da proteção social requer coordenação regional. É preciso olhar para o futuro do trabalho com dignidade e sustentabilidade”, afirmou.
O ministro reforçou que o Brasil tem colocado o trabalho no centro da transição ecológica, buscando empregos de qualidade e redução das desigualdades sociais.
“A presença de cada país demonstra compromisso com a transição justa. Nenhuma nação pode enfrentar sozinha os desafios do novo mundo do trabalho”, completou Marinho.
Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social, ressaltou que a integração previdenciária é essencial para consolidar o Mercosul social, baseado em dignidade e justiça.
“O Mercosul social é tão essencial quanto o econômico. Precisamos garantir proteção e direitos aos trabalhadores em toda a região”, destacou o ministro.
Ele lembrou que o Brasil paga mais de 41 milhões de benefícios mensais, movimentando R$83,7 bilhões, consolidando a previdência como motor de inclusão econômica.
Wolney enfatizou ainda que a cooperação regional é crucial para assegurar direitos aos trabalhadores migrantes e fortalecer a proteção social compartilhada.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a igualdade salarial é condição para desenvolvimento sustentável, justiça social e fortalecimento democrático das nações.
“Reduzir desigualdades de gênero é fortalecer a democracia. A igualdade salarial é uma questão de direitos humanos e de justiça social”, defendeu Márcia Lopes.
Ela citou avanços legais recentes, como a Lei da Igualdade Salarial, a Lei de Paridade em Empresas Públicas e a Política Nacional de Cuidados.
A ministra ressaltou o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, que une governo, ONU Mulheres e OIT para promover ambientes de trabalho justos e inclusivos.
O encontro marcou um novo ciclo de cooperação sociolaboral no Mercosul, com o Brasil liderando a agenda por mais equidade, proteção social e trabalho decente.
Fonte: Rádio Peão












