A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) está finalizando o novo contrato da coleta seletiva em Londrina, que começa a valer em 1º de maio. O modelo prevê aumento de 72% do investimento anual, que passará dos atuais R$ 18 milhões para uma estimativa de R$ 31 milhões por ano, além de ampliar rotas e frequência do serviço.
Entre as principais mudanças está o aumento da periodicidade da coleta. Hoje realizada uma vez por semana na maior parte da cidade, ela passará a ocorrer três vezes por semana. Em áreas com maior volume de resíduos e maior densidade demográfica, como a região central, a coleta será diária.
Outra novidade é a ampliação do atendimento às zonas rurais. Nessas localidades, onde atualmente não há coleta seletiva regular, o serviço passará a ser semanal. Já nos distritos rurais, onde a coleta ocorre a cada 15 dias, a frequência também será semanal a partir da vigência do novo contrato.
Segundo a CMTU, o novo modelo continua sendo operacionalizado por cooperativas e associações. Os serviços de coleta, triagem e comercialização funcionarão de forma separada: duas empresas ficarão responsáveis pela coleta e outras cinco pela triagem e venda dos materiais.
O trabalho vem sendo desenvolvido em conjunto com cooperativas, o Ministério Público e o Ninter (Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Resíduos), vinculado à UEL (Universidade Estadual de Londrina).
De acordo com a companhia, o contrato estabelecerá índices obrigatórios de eficiência e qualidade, que deverão ser comprovados pelas cooperativas participantes.
A reportagem solicitou entrevista com representantes da CMTU, mas a companhia informou que aguarda a definição de detalhes adicionais antes de atender à imprensa.
O novo modelo surge após um período de instabilidade no sistema. Em fevereiro de 2024, a FOLHA mostrou que a coleta seletiva enfrentava dificuldades como atrasos no recolhimento, barracões lotados e problemas na comercialização de materiais como isopor, caixas de remédio e pet colorido. Moradores relataram semanas de espera para a retirada dos recicláveis, com acúmulo de sacos nas calçadas.
À época, as cooperativas apontavam defasagem no contrato, renovado a cada seis meses desde outubro de 2022, e cobravam reajuste nos repasses, pagamento de insalubridade e vínculo de maior duração.
Fonte: Portal Bonde












