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Home EDUCAÇÃO

Coletivo de professores lança Fórum em defesa do ensino de Sociologia e Filosofia nas escolas estaduais do Paraná

17 de junho de 2025
em EDUCAÇÃO, PARANÁ, Últimas Notícias
Coletivo de professores lança Fórum em defesa do ensino de Sociologia e Filosofia nas escolas estaduais do Paraná

Foto: Secretaria Estadual de Educação

O grupo luta para restabelecer pelo menos duas aulas semanais e critica a inclusão de componentes curriculares sem base científica

O Fórum Permanente em Defesa da Sociologia e Filosofia no Ensino Médio (FOPESOFI) é uma iniciativa de representantes da Abecs (Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais), do Coletivo de Professores de Filosofia e Sociologia do Norte do Paraná, e de docentes dos cursos de Ciências Sociais e Filosofia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), envolvidos com as atividades de estágio e ensino.

“O objetivo é realizar uma articulação entre os professores para reconquistar, no Paraná, a carga horária mínima de duas horas destas disciplinas nas três séries do ensino médio”, afirma Adriana Ferreira, professora do Departamento de Ciências Sociais da UEL membra do Fórum.

A Instrução Normativa 11/2020 da Secretaria Estadual da Educação (SEED) reduziu a carga horária das disciplinas de Sociologia, Filosofia e Arte para apenas uma aula semanal em cada série.

A implementação da Reforma do Ensino Médio, a partir de 2022, intensificou e consolidou a desvalorização e a limitação do acesso a esses conhecimentos para os estudantes, principalmente, da rede pública.

“Até 2020, tanto Sociologia quanto Filosofia eram ofertadas nas três séries do ensino médio, com duas aulas semanais. A partir da mudança da matriz curricular ensejada pela Reforma do Ensino Médio, as disciplinas obrigatórias em todas as séries são apenas Língua Portuguesa e Matemática. As demais ficaram a critério de cada estado definir a oferta e a quantidade de aulas”, explica Angela do Carmo Alvin Pires, professora da rede estadual e também membra do Fórum.

A SEED está discutindo uma nova proposta do Referencial Curricular para o Ensino Médio, por exigência da lei n° 14.945-07/2024. A partir de agosto, iniciam-se as discussões sobre a matriz curricular, incluindo a quantidade de aulas e em quais séries.

“Pretendemos a partir disso fazer essa defesa intransigente da Sociologia e da Filosofia. O ensino médio precisa não só de Sociologia e Filosofia, nós queremos todas as disciplinas, ou seja, que todos esses conhecimentos da Biologia, da Arte, da História, da Geografia estejam presentes no ensino médio, não só Língua Portuguesa e Matemática”, comenta Vani Espírito Santo, professora de Sociologia do ensino médio e uma das idealizadoras do Fórum.

Foto: Secretaria Estadual de Educação

Estudantes de escolas públicas são os mais prejudicados

Os conhecimentos de Filosofia e Sociologia continuam a ser exigidos como conteúdos obrigatórios nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Segundo as docentes, a carga horária atual para essas disciplinas nas escolas públicas é insuficiente para uma preparação dos estudantes a fim de que possam enfrentar em condições de igualdade essas avaliações.

“Os nossos estudantes de escola pública estão sendo muito prejudicados em relação aos vestibulares. O estudante que tem um pouquinho mais de poder aquisitivo, que estuda no Mãe de Deus, no Marista, por exemplo, vê esses conteúdos de Sociologia e Filosofia já no ensino fundamental. O nosso estudante vê no ensino médio, e olhe lá”, observa Vani.

Os integrantes do Fórum apontam que a rede privada de educação básica considera as disciplinas de humanidades como instâncias determinantes para a formação e para o ingresso em universidades públicas. Esse quadro de acesso à universidade por meio dos conteúdos ministrados é vedado ao estudante da escola pública, devido à baixa carga horária e à pouca importância dada a essas disciplinas no currículo.

“Um dos principais pontos da mobilidade social hoje é exatamente a educação pública. E eles estão sendo excluídos desses conhecimentos tão fundamentais para pensar, refletir a vida social. São conhecimentos que inclusive ajudam a combater as mais diferentes formas de violência que temos na sociedade”, acrescenta a professora.

Nova composição curricular

Uma das ações previstas pelo Fórum é discutir com o Conselho Estadual de Educação e a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) a retomada de conteúdos de base científica no currículo paranaense, além da ampliação da carga horária das ciências humanas em detrimento a componentes curriculares que não tem base científica como “Projeto de Vida” e “Empreendedorismo”.

“No caso de Projeto de Vida, trata-se de um componente curricular que é obrigatório em todas as séries, com horas semanais superiores a outros conteúdos científicos. Isto ocorreu em vários estados do país”, comenta Adriana Ferreira.

Os membros do Fórum relembram que esses novos componentes, como Projeto de Vida e Empreendedorismo não são contemplados nos vestibulares e no ENEM. Enquanto os conteúdos de direitos humanos, diversidade étnico-racial, de gênero e sexualidade, meio ambiente, fazem parte das Diretrizes Curriculares Nacionais e estão previstos nos currículos dos componentes curriculares de Ciências Humanas, em especial da Sociologia.

Foto: Secretaria Estadual de Educação

Impactos no trabalho docente

A redução da carga horária de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio impacta significativamente o trabalho dos docentes dessas áreas, levando-os a lecionar fora da área de formação e a acumular diversas turmas em mais de uma escola para completar a jornada.

“Os professores precisam pegar aulas de outros componentes curriculares para completar suas cargas horárias, ficando com aulas em várias escolas”, aponta Angela Pires.

“Entre as motivações para a criação do Fórum, estão as péssimas condições de trabalho docente dessas áreas, que têm que ir para quatro, cinco escolas e ainda pegando determinados conteúdos que nada tem a ver com o conhecimento efetivo que necessitam nossos estudantes da escola pública”, complementa a professora Vani.

Outra questão apontada é o “desencantamento” dos estudantes do ensino médio pelas humanidades. Como consequência, os professores destacam que os cursos de Filosofia e Ciências Sociais nas instituições de ensino superior têm encontrado grande dificuldade para preencher as vagas de ingresso disponibilizadas no vestibular, mais do que em outras áreas.

De acordo com o edital publicado pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) e pela Coordenadoria de Processos Seletivos (COPS), em 2025, os cursos de Ciências Sociais e Filosofia da UEL ficaram com 58 vagas remanescentes.

“É unânime a constatação que os estudantes que ingressam os cursos superiores vêm com grande deficiência de formação no que tange às habilidades de leitura, raciocínio, problematização, interpretação e escrita, o que tem obrigado os docentes a rever suas metodologias e conteúdos sem garantia que isso impeça a evasão do curso”, destaca o manifesto do Fórum.

Confira o documento na íntegra:

Fórum em defesa da Sociologia e da Filosofia no Ensino Médio-Manifesto (1)Baixar

Matéria da estagiária Laís Amábile sob supervisão.

Laís Amábile Stefeni
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Tags: ENSINO MÉDIOFórum Permanente em Defesa da Sociologia e FilosofiaPortal VerdadeSecretaria Estadual de EducaçãoSociologia
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