O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) voltou aos trabalhos nesta terça-feira (3 de fevereiro), quando aconteceu a primeira reunião de 2026. E já na abertura dos trabalhos, uma nova denúncia contra o deputado Renato Freitas (PT) foi recebida.
O petista já foi alvo de representações diversas no final do ano passado por causa de uma briga de rua em que se envolveu com um manobrista de estacionamento. Depois, foi novamente denunciado por dar uma entrevista na qual falou sobre o uso da maconha e disse não ser “canabizeiro”, mas sim “maconheiro”.
Agora, a mais nova denúncia contra ele foi apresentada por Denian Couto (Podemos). O parlamentar acusa Freitas de quebrar o decoro parlamentar ao proferir ofensas contra Couto na Tribuna, durante a sessão plenária. O deputado Artagão Júnior (PSD) foi designado como relator do caso.
A sessão em questão aconteceu no começo de dezembro, quando Renato Freitas voltou à Assembleia Legislativa após duas semanas de licença, logo após o episódio da briga de rua. Na ocasião, o petista citou outros quatro deputados que já sofreram denúncias e cobrou: “Não é quebra de decoro?”
E entre os deputados citados por Freitas estava justamente Couto, que em 2019 viu o site Intercept Brasil divulgar uma reportagem mostrando que o então jornalista da Jovem Pan teria ameaçado de morte a ex-noiva.
“Aqui nesta casa, para não serem vistos, todos apontam para mim e acusam de quebra de decoro. Mas desde quando legítima defesa é quebra de decoro, eu pergunto a cada um de vocês? Então, por favor, vamos falar de decoro. Ameaçar de morte a ex-companheira, como os áudios do Denian Couto mostram, não é quebrar decoro? Gritar ‘cala a boca que eu vou te matar’ , xingar de puta, vadia, retardada, ser reincidente na agressão contra quatro mulheres e ainda posar de moralista? Na Jovem Pan, na Record e agora na Rede Massa. Isso não é quebra de decoro para vocês?”, questionou na ocasião o petista.
Na mesma sessão da Alep, Denian Couto já havia prometido abrir uma nova representação contra o colega, acusando-o de calúnia.
“Preciso de um minuto para responder ao deputado maconheiro pela calúnia que ele cometeu. O deputado Renato Freitas, eu verdadeiramente não sei se ele está sóbrio ou sob o efeito de algum entorpecente. Mas ele deveria saber, ele sabe, mas como ele é canalha, ele parte de um tema que está absolutamente resolvido na Justiça, arquivado e transitado em julgado, e que foi demonstrado que se trata de uma mentira. Mas eu verdadeiramente não espero nada deste cidadão. Vou propor um novo processo contra o deputado Renato Freitas. Esse é um tema, portanto, falso, com decisão judicial resolvida. Mas, para quem briga na rua e para quem admite que fuma maconha e planta a droga em casa, eu não espero nada diferente disso. O senhor envergonha esta casa e o senhor será punido e cassado, porque o senhor, sim, quebra o decoro, o senhor não respeita o povo do Paraná”, criticou o deputado do Podemos na ocasião.
Processo por causa da briga de rua
O colegiado do Conselho de Ética também deliberou nesta terça-feira sobre o prazo de defesa de Freitas na denúncia que o acusa de quebra de decoro devido ao seu envolvimento em uma luta corporal no Centro de Curitiba (SEI 25804-80.2025), ocorrida em novembro do último ano. De acordo com o artigo 20 do Código de Ética, o parlamentar tem dez dias úteis para indicar cinco testemunhas e apresentar suas justificativas. O prazo encerra no dia 13 de fevereiro, sob a relatoria do deputado Marcio Pacheco (PP).
Fonte: Bem Paraná











