Em assembleia, docentes da UEL suspendem estado de greve e mantêm a mobilização pelo atendimento das demandas trabalhistas
Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (1), as e os docentes da UEL decidiram pela suspensão do estado de greve, com mobilização permanente, em votação quase unânime.
Nos informes, a diretoria comentou sobre a aprovação, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na última terça-feira (31), do insignificante índice de 5% de recomposição da data-base. Também foram repassadas informações sobre a reunião do Comando Sindical Docente (CSD). Nessa reunião, as diretorias das sete universidades que compõem o comando concluíram que esse índice é uma afronta ao funcionalismo público e se configura como uma medida eleitoreira de um governo que não dialoga com os sindicatos e que, de forma deliberada, colocou a pauta em discussão no último minuto como estratégia para desmobilizar a categoria.
A diretoria repudiou as afirmações do governo, que mente ao afirmar que este é um governo que valoriza os servidores. A última reposição linear do funcionalismo ocorreu em 2023, após uma greve. Em oposição ao discurso oficial, esse governo ficará marcado na história como o promotor de uma profunda fragmentação das carreiras dos servidores estaduais, aumentando disparidades salariais, terceirizações e a precarização dos trabalhadores.
Nos debates, salientou-se a necessidade de estudos sobre as 22 carreiras dos funcionários públicos do Poder Executivo do estado do Paraná e a retomada do Grupo de Trabalho (GT) sobre a carreira docente. Esses estudos são essenciais para a compreensão global de cada carreira e para a construção de pontos de unidade das lutas do funcionalismo. Isso deve-se à compreensão de que as inúmeras mudanças nas carreiras são instrumentos de fragmentação da classe por parte do governo.
Por fim, a assembleia aprovou os seguintes encaminhamentos:
· Suspensão do estado de greve, com mobilização permanente;
· Manutenção da exigência de mesa de negociação com o governo;
· Discussão da extensão do auxílio-alimentação para os docentes com contrato temporário;
· Cobrança de reunião com a SETI para tratar de alterações no plano de carreira, com debate participativo pela categoria.
Fonte: Sindiprol/Aduel












