Assembleia debateu perdas salariais, nova tabela salarial para servidores com fundamental, reajuste da GAS e confisco previdenciário
No último sábado (7), o SindSaúde-PR (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Estaduais dos Serviços de Saúde e Previdência do Paraná) realizou a primeira assembleia estadual do ano para debater as principais pautas da categoria, avaliar avanços e pendências nas negociações com o governo, além de definir encaminhamentos para 2026.
A reunião também marcou a posse da nova direção estadual, das 15ª e 17ª direções regionais, do conselho fiscal e da comissão de ética para os próximos três anos (saiba mais aqui).
Entre os principais temas debatidos está a nova tabela salarial para os promotores de saúde, que são servidores com formação em nível fundamental, vinculados à Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR).
Giordano Pedro, coordenador do SindSaúde-PR, lembra que o governador Ratinho Júnior (PSD) apresentou uma proposta e agora o Sindicato pressiona para que seja transformada em projeto de lei. “A luta agora para nós é que vire logo um projeto de lei para tramitar na Assembleia Legislativa do Paraná”, destacou.
Também foi discutida a defasagem salarial enfrentada por todo o funcionalismo estadual, calculada em 52%, e o reajuste da Gratificação de Atividade em Saúde (GAS). “Hoje essa gratificação está defasada em 60%, pois não foi recomposta ao passar dos anos”, afirmou.
Outro ponto central foi o confisco previdenciário dos aposentados e aposentadas. “O governo cobra 14% de previdência do aposentado que contribuiu a vida inteira”, assinalou Giordano.
A assembleia também debateu o aumento da violência e o assédio nos locais de trabalho, problemas que passaram a integrar de forma contínua as reivindicações da categoria.
Segundo Giordano, a assembleia também serviu para revisitar pautas históricas e analisar o estágio das negociações com o governo. “A gente olha quais são as pautas que já conseguimos avançar em negociação com o governo, quais pautas ainda estão paradas e quais são os novos ataques que o governo do Paraná tem feito”, explicou.
A assembleia contou com participação expressiva da base e representatividade de várias regiões do Paraná, “tanto representando o pessoal da ativa quanto o pessoal aposentado”, avaliou Giordano.
Como encaminhamentos, ficou definido que o SindSaúde-PR irá intensificar a mobilização da categoria, incluindo a participação no ato do Fórum das Entidades Sindicais (FES) agendado para o próximo dia 17 de março, para pressionar pela revisão da tabela do fundamental. Além de realizar um ato específico para exigir o fim do confisco dos aposentados e constituir comissões para dialogar com a Assembleia Legislativa do Paraná.

Giordano reforçou a importância de fortalecer o debate nos locais de trabalho. “Cada direção sindical está junto à base, fazendo visitas sindicais, conversando com as servidoras e servidores para um processo de convencimento político, para que participem das ações aprovadas aqui”, observou.
Ao final, aconteceu a posse dos diretores e conselheiros eleitos no pleito do ano passado, com integrantes da direção estadual, das diretorias regionais de Londrina e Maringá e do conselho fiscal. Confira todas as formações no site oficial do SindSaúde-PR.
Também ocorreu a votação para a nova composição do conselho de ética, responsável por apurar eventuais desvios e garantir transparência interna. Além disso, a categoria aprovou a prestação de contas referente aos meses de novembro e dezembro de 2025.
Para Giordano, a assembleia reafirmou o compromisso do SindSaúde-PR com a organização e a luta coletiva. “Nós vamos forçar o governo a cumprir as suas promessas, inclusive as de campanha passadas, para que possamos abrir as pautas do interesse do funcionalismo e da população paranaense”, concluiu.












