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Home POLÍTICA

Em Curitiba, Glauber diz que caravana é a luta popular contra o poder oligárquico

14 de maio de 2025
em POLÍTICA, PROTESTO, Últimas Notícias
Em Curitiba, Glauber diz que caravana é a luta popular contra o poder oligárquico

Glauber Braga em Curitiba,com a Veradora Professora Angela Foto: Felipe Roehrig (@fetografo)

Deputado do PSOL denuncia perseguição após enfrentar Lira e o orçamento secreto

Glauber Braga iniciou na semana passada uma caravana nacional contra a cassação de seu mandato. E, nesta terça feira, (13), chegou a Curitiba para um Ato Político com a presença de parlamentares, lideranças de movimentos sociais e militantes.

Em entrevista ao Brasil de Fato Paraná, ele destacou que a caravana, assim como a Greve de Fome, não se resumem à luta por seu mandato, mas contra o orçamento secreto, que segundo ele é o que gerou esta perseguição política articulada pelo ex presidente da Câmara Federal, Arthur Lira. Segundo Glauber, o processo de cassação deve ir à plenário no começo de julho e que, até lá, deve percorrer os 26 estados e terminar com uma caminhada do Rio de Janeiro à Brasília.

Confira a entrevista:

Brasil de Fato: Na Câmara Federal pelo menos 111 parlamentares são investigados como réus em ações penais, sendo que 35 deles são do PL. Mas é o senhor que corre o risco de ser cassado. Por quê?

Glauber Braga: Meu mandato ousou denunciar os esquemas relacionados ao orçamento secreto e a relação do ex presidente da Câmara, Arthur Lira, com essa destinação de recursos para projetos de poder sem prévia identificação de quem o indicou. Não estamos falando de pouco dinheiro, estamos falando de bilhões de reais. Só naquela decisão liminar do Flávio Dino foram 4 bilhões de reais de recursos que deixaram de ser pagos imediatamente a partir de uma ação que veio do PSOL.

A minha reação ao provocador do MBL é só uma desculpa até porque ele me atacou por sete vezes e na quinta vez ele atacou minha mãe que veio a falecer dias depois. Se você perguntar para qualquer deputado, ele diria que agiria da mesma forma. Na verdade quem trabalhou para esse processo de cassação foi Arthur Lira.

Além do Arthur Lira quem mais o senhor considera que articula sua cassação?

Tem um consórcio que tem o sócio minoritário que é o MBL que participou com a disponibilização de pagamento do pagador, tem o Arthur Lira que disse no plenário da Câmara que ficaria muito feliz quando eu não mais ali estivesse e tem a atuação da bancada de extrema direita que tenta, neste caso especifico, se vingar de mim. Na própria reunião do Conselho de Ética, o Bolsonaro entrou na reunião a partir de uma videoconferência com o Nikolas Ferreira.

Então, esses agentes se articulam entre si e imaginam que a cassação passa a ser um presente para eles a partir daquilo que o meu mandato fez nos últimos meses. Eu, por exemplo, sou testemunha de um inquérito na Polícia Federal por conta da utilização das emendas e fraudes tocadas pelo ex presidente da Câmara, que hoje está sendo realizado a partir de uma solicitação direta do ministro do STF, Flávio Dino.

Que alerta o senhor faz para a sociedade sobre o que de fato está acontecendo nesta perseguição política ao seu mandato?

Socialmente vencemos essa batalha, a maioria das pessoas está do nosso lado, mesmo aquelas que não são identificadas com nenhum partido. Nós ouvimos dizerem que isso é uma perseguição. Eu vou além, os próprios deputados do Centrão, em particular, falam que é uma injustiça, que é desproporcional, mas o Lira está irredutível.

E, isso, pode ser usado como um precedente perigosíssimo em relação a outras lideranças de movimentos sociais, mandatos parlamentares e eu quero chamar atenção a isso. Porque você imagina se lá em Brasília onde tem todos os holofotes e uma eventual cassação está sendo tocada mesmo com esse cenário absurdo, como é que vai ficar o vereador do interior ou alguém que faça uma denúncia, etc. Inclusive estou aqui ao lado da vereadora Professora Ângela, aqui de Curitiba, que já sofreu duas representações na Câmara Municipal no início do seu mandato por motivos absurdos.

Quando você cassa nacionalmente alguém, é como se você estivesse dando uma sinalização que casos correlatos de mais parlamentares ou representantes de esquerda podem passar pela mesma coisa daqui a pouco, porque muitos inclusive já estão passando.

Aqui no Paraná, além da vereadora Professora Ângela, temos também o deputado Renato Freitas que tem a todo o momento pedidos de cassação do seu mandato por ter embates com a extrema direita.

Inclusive o provocador do MBL em Brasília, não sou eu que estou dizendo, não, foi ele que disse. Ele foi uma testemunha no Conselho e disse que estava sendo pago para fazer isso. Ele foi perguntado, quem te paga? Aí ele citou a associação que sustenta o MBL. E o que você faz no MBL? Ele gaguejou, ele não soube responder, não soube dizer. Ou seja, ele é pago para fazer provocações e para tentar fazer com que mandatos de esquerda sejam penalizados por reagir a uma violência descarada.

Deputado, recentemente a Câmara fez um esforço enorme para salvar o mandato do Alexandre Ramagem, e a Carla Zambelli está sendo condenada, mas também há um movimento para tentar anistiá-la na Câmara de Deputados. Como é que o senhor avalia essa situação?

Com estranheza, para dizer o mínimo, a pergunta é objetiva: Um deputado que comete violência política de gênero de maneira reiterada, que é um deputado do Espírito Santo, tem a sua suspensão diminuída de seis para três meses. Um deputado acusado de ser o assassino, o mentor do assassinato de Marielle Franco, tem os seus direitos políticos preservados. Outro deputado que é réu por cometimento de um golpe de Estado, tem uma anistia temporária aprovada. E aí quem tem que ser cassado é quem defendeu a honra da sua mãe e quem denunciou o orçamento secreto e Arthur Lira, evidentemente isso não tem o menor cabimento.

E,a gente consegue reverter esse jogo quando as pessoas entendem, compreendem, passam a acompanhar o que está acontecendo, porque a maioria acha isso um absurdo também.

A previsão é que o julgamento do senhor seja feito em plenário ali em julho. A estratégia é tentar barrar isso em plenário e que não passe a cassação. Mas caso ela se consagre, o senhor vai buscar outros meios jurídicos?

Eu vou buscar todos os meios que estiverem à nossa disposição. Mas, eu acredito que a gente vai reverter esse jogo no plenário, não porque eu tenho uma ilusão com a institucionalidade, mas porque eu acredito que o que tem que ser, tem força, e eu acredito na mobilização e na solidariedade do povo, que tem sido enorme.

Estou percorrendo os 26 estados brasileiros e mais o Distrito Federal. Estou aqui com vocês hoje em Curitiba, mas já estive em Belo Horizonte, Vitória. Na quinta-feira estou em Salvador. No dia seguinte estou em Sergipe e termino essa caravana percorrendo todo o Brasil no dia 26 de junho. Do dia 26 até o dia 1º de julho, a gente vai sair em marcha do Rio de Janeiro até Brasília, caminhando. Não vai dar para fazer todos os trechos a pé, porque senão não daria para chegar a tempo. Uma parte do trecho vai ser feita de carro, outra parte de ônibus.

Tenho a esperança e a convicção de que tem todas as possibilidades de a gente reverter esse jogo, porque a injustiça é flagrante. Esse preço que Arthur Lira está pagando para poder se contrapor a um deputado denunciante daquilo que ele fez e do orçamento secreto está se tornando cada vez mais alto. Os próprios aliados de Arthur Lira já viram para ele e falam que isso não está levando a lugar nenhum. E por que eles falam isso? Porque eles já são questionados nos seus estados.

E nessa caminhada que o senhor deve estar fazendo com toda a militância, com a sociedade, que mensagem está levando de como enfrentar esse ódio, essa extrema direita raivosa, violenta, nas cidades, nos estados, no Brasil?

A mensagem é que a luta não pode ficar nos gabinetes, nos palácios, ao espaço institucional. A luta da esquerda, a luta popular, para ela ser vitoriosa, sempre foi quando ocupa o espaço público, quando está na rua, quando se organiza e se mobiliza como povo e com o povo. É isso que nós estamos procurando fazer, politizar essa tentativa de cassação.

Quando eu fiquei em greve de fome por quase nove dias, algumas pessoas disseram o seguinte, ah, está querendo aparecer. E era isso mesmo. É para as pessoas saberem o que está acontecendo ali dentro, para que aquilo tenha repercussão e para que um número maior de pessoas se politize vendo e achando um absurdo e se mobilizando contra aquilo.

Eu acho que essa é a principal mensagem que a gente está procurando passar. Nós vamos conversar com qualquer deputado que queira ouvir as razões, mas essa luta se estabelece prioritariamente fora, porque a injustiça que se comete dentro com poucos holofotes ou com a tentativa de que as pessoas não saibam. É a obrigação de um parlamentar de esquerda ampliar isso para que cada vez um número maior de pessoas possa saber o que está acontecendo.

E, que não seja só uma luta pela minha permanência como deputado federal, seja uma luta de enfrentamento ao orçamento secreto, seja uma luta de enfrentamento ao poder oligárquico.

Uma luta contra o poder oligárquico e uma luta também contra a anistia?

Sem dúvida nenhuma. Ou seja, tem que ter a responsabilização dos golpistas de plantão. Aqueles que tentaram dar um golpe de Estado para o fechamento de regime, para a articulação de forças reacionárias, eles têm que responder por isso. E aí a gente não está falando só daquele que se mobilizou em um ato específico em Brasília. Nós estamos falando dos generais, nós estamos falando de quem financiou, nós estamos falando de Bolsonaro e companhia.

Fonte: Brasil de Fato

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Tags: CaravanaCassaçãoCuritibaGlauber BragaPsol
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