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Home SAÚDE

Em Londrina, seminário estadual expõe impactos do racismo no acesso à saúde da mulher

8 de julho de 2025
em SAÚDE, Últimas Notícias
Em Londrina, seminário estadual expõe impactos do racismo no acesso à saúde da mulher

Discussões seguem para 5ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Paraná, que será realizada em agosto - Foto: Elsa Caldeira/Portal Verdade

Evento debateu importância de políticas interseccionais, que contemplem os diferentes perfis de mulheres

Na última quinta-feira (3), Londrina sediou o I Seminário Estadual Acesso, Cuidados e Direitos à Saúde da Mulher. Conforme informado pelo Portal Verdade, o encontro, organizado pelo Conselho Estadual de Saúde e Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná, operou simultaneamente como uma conferência livre, convocada pela Rede Mulheres Negras Paraná. 

O evento ocorreu no Teatro Mãe de Deus e contou com representantes de diferentes segmentos, tanto de órgãos governamentais como da sociedade civil. Durante o seminário, foram levantadas três demandas principais: o combate à mortalidade materna, a promoção da saúde mental, o fim das violências, incluindo, o racismo estrutural.

Ivanete Paulino Xavier, primeira presidenta negra do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, reforça a urgência da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Ela destaca, ainda, que entre o segmento, as mulheres negras são as que mais dependem do atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde) e ao mesmo tempo são as vítimas mais recorrentes de violência obstétrica, entre outras violações que dificultam a assistência.

“Precisamos que a saúde compreenda estas especificidades para que possamos ter um olhar diferenciado e possamos ser ouvidas. Precisamos ter esse momento de escuta. A mulher negra que sofre a maior violência obstétrica, falta de anestesia, diversas opressões que atravessamos e precisamos falar sobre isso”, assinala.

Levantamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que contou com a participação de 24 mil mulheres, em 465 maternidades no país, mostra que adolescentes, mulheres negras e com baixa escolaridade, têm mais riscos de sofrer violência obstétrica.

Para a liderança, o acesso à informação é um dos primeiros passos. Ela defende que a mulher precisa conhecer os direitos que possui para que possa cobrar a efetividade, o que perpassa a exigência de que recursos sejam destinados a ações que tenham como foco a saúde integral da mulher. 

“Se não tivermos o acesso, não temos como avançar. Se nós não tivermos a informação, saber do direito que temos para que possamos provocar a lei. A mulher precisa estar dentro do orçamento do município, do estado e da união”, observa. 

Compartilhando suas vivências, Xavier avalia que o racismo interfere na qualidade do atendimento. “Eu, por diversas vezes passei por procedimentos cirúrgicos que eu acordei durante a cirurgia, eu tive menos anestesia, tanto no SUS como no particular. Eu sou um corpo de uma mulher negra onde culturalmente acham que não tem necessidade de anestesia”, diz.

Evento contou com representantes de diferentes segmentos, tanto de órgãos governamentais como da sociedade civil – Foto: Elsa Caldeira/Portal Verdade

Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da SESA (Secretaria Estadual de Saúde), também reforça a importância de construir políticas interseccionais, que contemplem todos os perfis de mulheres. 

Além disso, ela pontua a necessidade de aprimorar a qualificação dos profissionais da saúde para promover um atendimento que respeite as diversidades. 

“A mulher que mora em uma área rural, a que está em uma situação prisional, a mulher negra, todas as mulheres. Que cada profissional da saúde possa compreender as suas atribuições e apoiar as mulheres para que elas possam viver mais e melhor”, menciona. 

Rosalina Batista, representante das mulheres no Conselho Estadual de Saúde, também integrante do Conselho Estadual da Mulher, salienta que as discussões seguem, agora, para a 5ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Paraná, que será realizada de 5 a 7 de agosto de 2025, em Foz do Iguaçu.

Ainda, segundo ela, o evento também contribui para elencar as demandas que devem chegar à 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, agendada para 29 de setembro e 1º de outubro, em Brasília.

“Importância de tirar um documento orientador para a Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres e caminhar para a Conferência Nacional, com várias representatividades da sociedade, construindo uma proposta que contemple as diversidades e melhore a saúde do nosso estado”, sustenta.

Batista, que é militante em movimento de mulheres desde a década de 1980, avalia que houve avanços nos últimos 40 anos, mas ainda há muito a se fazer para garantir a universalidade de direitos. 

“Primeiro, lutamos para falar quem éramos na sociedade, não éramos respeitadas na sociedade. Por isso, montamos a estratégia de fortalecer os movimentos sociais para lutar por uma política melhor dentro dos nossos territórios. Já avançamos muito na conquista de políticas públicas, no começo, não tínhamos muitos conselhos da mulher, não tinha secretarias e hoje tem em vários estados. Precisamos avançar para que a sociedade acredite na força política que nós temos porque os governos eles estão lá por quatro anos, são cargos de confiança nossos, temos que fazer eles trabalharem para aquilo que se propõem, a sociedade precisa conhecer os planos de governo e cobrar”, argumenta. 

Em Londrina, ela defende que uma das principais exigências é a construção de um centro voltado à saúde integral da mulher. “A sociedade precisa conhecer os instrumentos de gestão e o que precisa melhorar. Precisa ter um centro para que olhe para as mulheres como um todo e formar lideranças para que estejam na luta”, acrescenta. 

Franciele Rodrigues
+ postsBio

Jornalista e cientista social. Doutora em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero; religião; política e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast independente sobre política na perspectiva de mulheres.

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