Trabalhadores reivindicam pagamento de direitos trabalhistas. Convênio com a Prefeitura foi encerrado em dezembro
Funcionários ainda ativos da Casa do Bom Samaritano, localizada na região central de Londrina, compareceram ao abrigo na manhã desta quinta-feira (15) para uma reunião e ao chegarem no espaço se depararam com uma surpresa: os cadeados foram trocados, impedindo o acesso dos trabalhadores, que reivindicam pagamento de salários atrasados, rescisão, 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), entre outros direitos trabalhistas pendentes (saiba mais aqui).
“Os funcionários tentaram acessar a instituição pelos portões, utilizando as chaves que estavam sob sua guarda, já que continuam vinculados à Casa do Bom Samaritano. No entanto, perceberam que o cadeado não abria, indicando que havia sido alterado”, conta uma das trabalhadoras.
Ainda, de acordo com os relatos, os funcionários conseguiram entrar no terreno através de uma abertura existente no muro, quando se depararam com os vidros das portas quebrados.
“Todas as entradas haviam sido fechadas com correntes e cadeados, e os portões tiveram seus cadeados trocados, impedindo completamente o acesso ao prédio”, ressalta.
Os trabalhadores destacam que a situação ocorre após o escritório Wielewicki – Advogados Associados propor uma nova ação contra a Casa do Bom Samaritano, pedindo o terreno da entidade como pagamento de honorários.
Na quarta-feira (14), o juiz Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura concedeu a antecipação de tutela permitindo a posse do imóvel por parte do escritório de advocacia. O magistrado determinou que em até cinco dias a Casa do Bom Samaritano promova a transferência do imóvel, construído na década de 1980 e fruto de doações.
Uma das principais preocupações dos trabalhadores é que documentos pessoais e relativos aos serviços prestados ainda estão armazenados no local.
“Desde então, os funcionários ativos estão impedidos de entrar na instituição, onde ainda permanecem documentos, materiais e registros relacionados aos serviços prestados, gerando preocupação e insegurança entre os trabalhadores”, conclui.

Franciele Rodrigues
Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.











