Nenhum resultado
Ver todos os resultados
22°C
Londrina, PR
Portal Verdade
  • Trabalho
  • Política
  • Economia
  • Cidade
  • Colunistas
  • Educação
  • Cultura
  • Mundo
  • Saúde
  • Podcasts
  • Vídeos
  • Trabalho
  • Política
  • Economia
  • Cidade
  • Colunistas
  • Educação
  • Cultura
  • Mundo
  • Saúde
  • Podcasts
  • Vídeos
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Portal Verdade
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home CIDADE

Londrina: Batalhas de rima são alvo de repressão policial

25 de agosto de 2023
em CIDADE, Últimas Notícias
Londrina: Batalhas de rima são alvo de repressão policial

Foto: Agência Brasil

Ações da Guarda Municipal e ROTAM também têm cerceado a manifestação cultural na cidade

Jovens denunciam mais uma abordagem truculenta de agentes da segurança pública durante batalha de rima em Londrina. O encontro ocorreu no último fim de semana na Praça MRV, localizada no bairro Cidade Industrial II, zona Leste da cidade.

De acordo com Ismael Frare, presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas para a Juventude, mais de 500 jovens estavam no espaço bem como famílias com crianças, quando policiais militares e agentes da ROTAM (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas) chegaram com armas em punho e pediram para que eles fizessem um paredão para a “batida”.

“Segundo relatos dos jovens e depois estivemos lá para acompanhar toda a situação, a ROTAM apareceu por um lado com armas em punho e por outro lado, apareceu a polícia, colocando armas no rosto dos jovens e pedindo para que eles fizessem um paredão para a batida policial. Naquele momento, na praça MRV estavam reunidos mais de 500 jovens para participar da batalha de rima assim como em outros espaços da praça tinham mães, pais que estavam com os filhos, outros jovens na pista de skate, jogando bola, então, foi um momento bastante tenso e perigoso”, conta.

Vídeo: Reprodução Redes Sociais

Segundo a liderança, a repressão às batalhas de rima tem sido frequente na cidade. “Nós temos recebido diversos relatos, denúncias e até pedidos de socorro de abordagens violentas nas batalhas de rima aqui de Londrina. Temos percebido o medo dos jovens pela intimidação”, observa.

Marcelo Benjamin, produtor cultural, ativista do movimento hip-hop há 25 anos em Londrina e membro do Coletivo Tenda Cultural, também ressalta que a abordagem violenta tem sido constante, sendo ainda mais agravada em períodos de troca do comando.

“Chegam com truculência, xingando todo mundo de ‘vagabundo’, ‘drogado’, apontando armas para crianças, mães, pais, famílias inteiras. É uma situação totalmente revoltante, colocando todo mundo em pânico, tocando o terror”, diz.

Ele acrescenta que o patrulhamento dos guardas municipais também tem cerceado as batalhas de rima. “Hoje acontece várias batalhas em diversas regiões da cidade e tem acontecido muito, não apenas pela polícia, mas também pela Guarda Municipal que tem reprimido as manifestações culturais”, afirma.

Criminalização

Para Frare e Benjamin, o desconhecimento e criminalização do movimento hip-hop contribui para as violências. Expressão da cultura hip-hop, as batalhas são duelos de MC’s onde acontecem rimas improvisadas sobre os mais diversos assuntos. O gênero conquistou maior projeção a partir da década de 1970, nos Estados Unidos. Desde então, tem sido difundido por diversas partes do mundo. Aliando música, dança, moda, grafite, entre outras expressões, a manifestação artística tem desempenhado papel preponderante para denúncia das múltiplas desigualdades sociais como o racismo.

“Eles não entendem que o hip-hop é uma cultura contemporânea, de grande representatividade e respeitada em diversas partes do mundo. Por outro lado, acham que todo mundo é drogado, maloqueiro e querem pegar as batalhas de rima como exemplos, uma espécie de troféus para eles e todas as vezes que troca o comando eles acabam fazendo como uma espécie de batismo. Como eles não conseguem pegar os grandes traficantes, os bandidos de verdade, eles oprimem a galera do hip-hop”, avalia o produtor cultural.

“Os jovens estão ocupando estes espaços públicos para manifestação cultural. De acordo com a Constituição [Federal] não é preciso aviso, solicitação prévia porque é direito. Leis como a dos artistas de rua, a do patrimônio são continuamente desrespeitadas já que os jovens sofrem represálias, são expulsos destes locais”, pontua o conselheiro.

Frare refere-se ao Projeto de Lei nº 241/202, de autoria da deputada estadual e presidenta da comissão de Defesa dos Direitos da Juventude da Assembleia Legislativa, Ana Júlia Ribeiro (PT), que reconhece as batalhas de rima como patrimônio cultural imaterial do Paraná.

“O que hoje acontece na prática? As batalhas ocorrem majoritariamente nos espaços públicos, praças e não há compreensão deste movimento. Muitas vezes, ele não consegue acontecer por repressão, falta de liberação, alvará. A ideia é que reconhecendo isso como patrimônio cultural, presente no nosso estado, facilite para os organizadores das batalhas, para que tenhamos elas acontecendo de maneira muito mais tranquila, sem causar problemas para ninguém”, destacou a parlamentar em entrevista do Portal Verdade após aprovação da medida na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em maio (relembre aqui).

Jovens participaram de audiência pública “Batalhas de Rima em Debate”, com o objetivo discutir a importância da cultural do hip-hop – Foto: Reprodução ALEP

Encaminhamentos

Frare indica que o Conselho Municipal de Políticas Públicas para a Juventude está tentando dialogar com os poderes Executivo e Legislativo para não apenas cessar a violência, mas também garantir a infraestrutura necessária para que as batalhas ocorram.

“Não é apenas esta demanda da segurança pública e abordagens policiais, também tem a ver com banheiro público, iluminação e a visibilidade deste movimento que é tão importante para Londrina, que reúne mais de 1.200 jovens todas as semanas na cidade. Nas diversas regiões ocorrem batalhas, é o maior circuito de batalhas do estado, um dos maiores do Sul e é preciso que sejam reconhecidas, valorizadas e apoiadas também”, adverte.

Benjamin comenta que uma reunião foi agendada na última segunda-feira (21), com o prefeito Marcelo Belinati (PP), mas ele não compareceu. O grupo foi recebido por assessores e o secretário municipal de Cultura, Bernardo Pellegrini. Ainda, de acordo com ele, o encontro terminou sem proposições de modo que uma denúncia ao Ministério Público (MP) será a próxima tentativa de acabar com as ofensivas.

“Nós sentimos abandonados, é o sistema, o poder púbico. Estamos nos mobilizando para fazer uma denúncia formal ao MP com o pessoal de outros movimentos que se solidariza. Vamos puxar outras frentes, para tomar medidas mais incisivas porque a gente não aceita este tipo de repressão”, desabafa.

Franciele Rodrigues
+ postsBio

Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.

  • Franciele Rodrigues
    Além de kits de materiais e uniformes incompletos, mães relatam que escola municipal não possui papel higiênico e teto está mofado
  • Franciele Rodrigues
    PM agride trabalhadores e prende líder sindical durante protesto de metalúrgicos em São José dos Pinhais
  • Franciele Rodrigues
    Entidades entregam pauta com mais de 40 reivindicações de servidores federais ao MGI
  • Franciele Rodrigues
    Visando qualificar debate eleitoral, Portal Verdade estreia nova coluna sobre política “Teses para o agora”

Compartilhe esta matéria:

  • Publicar
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Tags: Batalhas de rimaRepressão policial
Publicação anterior

MP emite recomendação contra oito empresas de Londrina beneficiadas em doação de terreno

Próxima Publicação

Londrina: Nova edição do “Bazar da Quebrada” ocorre neste sábado (26)

Outras Publicações

“Se você é ativista, faz isso porque você acredita na causa”: Conexões Londrina busca profissionais voluntários para atividades de 2026
LONDRINA

“Se você é ativista, faz isso porque você acredita na causa”: Conexões Londrina busca profissionais voluntários para atividades de 2026

6 de fevereiro de 2026
Além de kits de materiais e uniformes incompletos, mães relatam que escola municipal não possui papel higiênico e teto está mofado
EDUCAÇÃO

Além de kits de materiais e uniformes incompletos, mães relatam que escola municipal não possui papel higiênico e teto está mofado

6 de fevereiro de 2026
Prefeitos de Londrina e região se reúnem para definir metas e prioridades para 2026
LONDRINA

Prefeitos de Londrina e região se reúnem para definir metas e prioridades para 2026

6 de fevereiro de 2026
Novo boletim registra mais 15 casos confirmados de dengue em Londrina
SAÚDE

Novo boletim registra mais 15 casos confirmados de dengue em Londrina

6 de fevereiro de 2026
CMTU pode gastar até R$ 3 milhões com limpeza do PEV do Vista Bela
LONDRINA

CMTU pode gastar até R$ 3 milhões com limpeza do PEV do Vista Bela

6 de fevereiro de 2026
Com investimento de R$ 30 mil cada, Carnaval de Londrina tem três patrocinadores
CULTURA

Com investimento de R$ 30 mil cada, Carnaval de Londrina tem três patrocinadores

6 de fevereiro de 2026
Próxima Publicação
Londrina: Nova edição do “Bazar da Quebrada” ocorre neste sábado (26)

Londrina: Nova edição do “Bazar da Quebrada” ocorre neste sábado (26)

APP-Sindicato mobiliza categoria durante dias de estudo e planejamento nas escolas

APP-Sindicato mobiliza categoria durante dias de estudo e planejamento nas escolas

SAIBA MAIS AQUI

Lugar de Fala #05
Entrevista com Carol Dartora e Lua Gomes

Da Semana

“Se você é ativista, faz isso porque você acredita na causa”: Conexões Londrina busca profissionais voluntários para atividades de 2026

“Se você é ativista, faz isso porque você acredita na causa”: Conexões Londrina busca profissionais voluntários para atividades de 2026

6 de fevereiro de 2026
Além de kits de materiais e uniformes incompletos, mães relatam que escola municipal não possui papel higiênico e teto está mofado

Além de kits de materiais e uniformes incompletos, mães relatam que escola municipal não possui papel higiênico e teto está mofado

6 de fevereiro de 2026
  • Home
  • Quem Somos
  • Fale Conosco
  • Sindicatos Parceiros

© 2024 Portal Verdade. Todos os direitos reservados.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Trabalho
  • Política
  • Economia
  • Cidade
  • Colunistas
  • Educação
  • Cultura
  • Mundo
  • Saúde
  • Podcasts
  • Vídeos

© 2024 Portal Verdade. Todos os direitos reservados.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

 

Carregando comentários...
 

    %d