Mesmo com chuva, dezenas de pessoas participaram de um ato neste domingo, 14, contra a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, o fim da escala 6×1 e contra o marco temporal, protesto ocorreu na zona norte da cidade
Eventos semelhantes foram realizados nas capitais brasileiras para se contrapor às iniciativas que buscam anistiar ou reduzir penas de envolvidos nos atos golpistas de 2023. Os protestos reuniram movimentos sociais, partidos políticos, artistas, sindicatos com discursos centrados na defesa da democracia, das instituições e do cumprimento das decisões judiciais.
Em Londrina, assim como nas outras cidades, os atos foram organizados por grupos ligados à esquerda, que levaram às ruas pautas relacionadas a direitos coletivos. Entre os principais temas estavam a preservação do Estado de direito, a responsabilização de agentes que atentaram contra a ordem constitucional, a defesa de políticas públicas e a proteção de direitos sociais e trabalhistas. A lógica predominante é a de que a democracia se sustenta na garantia de direitos que alcançam a sociedade como um todo.

As falas dos representantes das organizações presentes, se revezaram na denúncia dessa manobra, assim como na defesa do fim da escala 6×1. Um momento importante foi a fala do indígena Kaingang Elvis que denunciou a afronta à própria Constituição, com a tentativa de aprovar o marco temporal. “Nós, indígenas, estamos nessas terras muito antes disso tudo. A Constituição nos garante o que sempre foi nosso território”, afirmou. “Estabelecer esse “marco temporal” é uma afronta aos indígenas”, declarou.

Especialistas apontam que os protestos evidenciam uma disputa de visões sobre o papel do Estado e da cidadania. Enquanto a esquerda enfatiza a proteção de direitos coletivos e institucionais, a direita tende a concentrar seu discurso na liberdade individual e na contestação da atuação estatal.
As manifestações deste domingo reforçam que a polarização política no país vai além de nomes e partidos e reflete diferentes concepções sobre democracia, justiça e direitos na sociedade brasileira.
Elsa Caldeira - Jornalista formada pela UEL. Tem pós-graduação em Comunicação Popular Comunitária/UEL, é apresentadora do Programa Aroeira da rádio UEL/FM, assessora do Coletivo de Sindicatos de Londrina e diretora executiva do Portal Verdade.












