Em nota enviada à imprensa na manhã deste sábado (29), a organização da 7ª edição da Parada Cultural LGBTQIA+ de Londrina informou que o evento foi adiado para próximo dia 7 de dezembro. A decisão foi tomada por medidas de segurança. Além da data, haverá mudança no formato, com a Parada retornando às ruas como passeata.
Confira nota na íntegra:
Depois de dias de negociações junto ao Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Paraná, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Guarda Municipal e 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, a produtora FLAPT!, em parceria com a ONG D.O.C.Ê. optaram em adiar a realização da da 7ª edição da Parada Cultural LGBTQIA+ de Londrina, que aconteceria inicialmente para no dia 30 de novembro de 2025, às 12h, no Centro Social Urbano (CSU), da Vila Portuguesa, popularmente conhecido como “Buracão”.
A medida foi necessária pensando na segurança dos 22 mil manifestantes esperados, além da preservação do local.
Diante disso, a manifestação vai acontecer no dia 7 de dezembro de 2025, com uma mudança em relação ao formato de realização: A 7ª edição da Parada Cultural LGBTQIA+ de Londrina sai do “Buracão” depois de duas edições (2022 e 2023) e retorna às ruas da cidade como passeata, assim como as primeiras manifestações realizadas em 2017, 2018 e 2019.
A manifestação, além de ser uma celebração pela vida de pessoas LGBTQIA+, reforça a luta por direitos de uma comunidade que diariamente vive com o preconceito e a discriminação. O tema deste ano, “A diversidade faz a cidade !”, reflete uma percepção importante para a cidade: a participação de pessoas LGBTQIA+ dentro da economia, cultural, saúde e política londrinense.
Em breve traremos informações sobre trajeto, horário e programação.
“todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.”
Artigo 5º, inciso XVI da Constituição Federal do Brasil.

Franciele Rodrigues
Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.











