O evento foi adiado após a imposição de excessivas medidas burocráticas por parte da Prefeitura de Londrina e outros órgãos
A organização da 7ª edição da Parada Cultural LGBTQIA+ de Londrina divulgou o trajeto do evento, que ocorre no próximo domingo, dia 7 de dezembro. Com o tema “A diversidade faz a cidade”, a manifestação é idealizada pela FLAPT!, produtora londrinense voltada à defesa dos direitos humanos e à difusão da cultura para regiões periféricas da cidade em parceria da ONG D.O.C.Ê.
Neste ano, a Parada volta ao formato de passeata como foi nas edições de 2017, 2018 e 2019. A concentração inicia às 14h, no início do Calçadão da Avenida Paraná, esquina com a Rua Hugo Cabral (próximo ao antigo coreto) e segue até a rotatória da Higienópolis com a Juscelino Kubitschek.
Conforme informado pelo Portal Verdade, a manifestação estava marcada para o dia 30 de novembro no Centro Social Urbano da Vila Portuguesa, o Buracão, mas a organização optou em adiar, após a imposição de excessivas medidas burocráticas por parte da Prefeitura de Londrina e outros órgãos, inviabilizando a ocupação do espaço.
A decisão foi motivada para resguardar a integridade dos participantes, já que na semana passada, as forças de segurança alegaram que não teriam tempo hábil para convocar um efetivo para dar suporte ao evento.
O percurso foi definido nesta terça-feira (2), durante reunião entre representantes da ONG D.O.C.Ê e da Flapt! com o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Ricardo Eguedis, o secretário municipal de Defesa Social, Felipe Juliani, o diretor de Trânsito da CMTU, Rafael Sambatti, o secretário de Cultura, Marcão Careca, o secretário do Meio Ambiente, Gilmar Domingues, o major Costa, do Corpo de Bombeiros, além das promotoras Suzana de Lacerda e Révia Luna, da 24ª e 20ª Promotorias de Justiça de Londrina, respectivamente.
Também estiveram presentes representantes dos gabinetes das deputadas federais Carol Dartora (PT) e Lenir de Assis (PT) e da vereadora Paula Vicente (PT).

“É muito importante que vocês compareçam, toda essa luta, toda essa energia gasta até aqui só vai fazer sentido se, de fato, vocês estiverem lá com a gente. Convidem todo mundo para gente fazer essa grande celebração de reivindicação de direitos e de visibilidade que nós tanto precisamos”, compartilha Guilherme Pinho, presidente da ONG D.O.C.Ê.
A liderança pontua que as principais intenções do evento é reforçar o protagonismo desta parcela da população que sofre com o preconceito e a invisibilidade em diversos espaços, reafirmando a luta por direitos e reconhecimento da população LGBTQIA+.
“Que a manifestação seja linda, pacífica, que seja um dos maiores movimentos políticos que essa cidade já teve”, assinala.
A programação completa será divulgada nos próximos dias.

Franciele Rodrigues
Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.











