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Home CULTURA

Reivindicando as Londrinas existentes em Londrina, cultura ballroom ocupa Teatro Ouro Verde pela primeira vez

27 de março de 2026
em CULTURA, Festival das Diversidades, POLÍTICA, Últimas Notícias
Reivindicando as Londrinas existentes em Londrina, cultura ballroom ocupa Teatro Ouro Verde pela primeira vez

Arte: Divulgação

Evento traz para o palco do Teatro, cultura ballroom, que corresponde a um movimento político e artístico protagonizado por pessoas LGBTQIA+, negras e latinas

No próximo sábado (28), a partir das 16h, o Cine Teatro Ouro Verde vive mais um momento histórico, a “Kiki Ball Encruzilhadas do Tempo”. O evento integra a programação do 3º Festival das Diversidades e é organizado pelo Coletivo Ballroom Londrina, o programa de extensão da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Práxis Itinerante e a produtora cultural Kapanga Criativa.

Em 74 anos desde a fundação do espaço, é a primeira vez que a cultura balllroom ocupa o Ouro Verde.  A cultura ballroom é um movimento político e artístico criado na década de 1970, nos Estados Unidos, protagonizado por pessoas LGBTQIA+, negras e latinas como resistência ao racismo, LGBTfobia, entre outras formas de exclusão.

Organizado em “houses” (casas) que funcionam como famílias escolhidas, o movimento celebra identidades e corpos marginalizados por meio de “balls”, que são bailes com competições de dança (voguing), performance, moda, entre outras. 

Naan Curotto Alves, artista, pesquisadore e professore não binárie, bacharel em Artes Cênicas, integrante do Coletivo Ballroom Londrina, explica que o diálogo com as “encruzilhadas” busca outros modos de imaginar o tempo sem ser apenas linear, mas de maneira espiralar. 

A referência parte da obra “Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela”, da dramaturga Leda Maria Martins. “Encontrando na encruzilhada o lugar onde a ballroom acontece. As cores escolhidas para a ball são verde, marrom e branco, cores do orixá do tempo: Iroko e também as cores do Teatro Ouro Verde”, conta. 

“Queremos relembrar trajetórias que ajudaram a construir espaços para que nossos corpos marginalizados possam celebrar dentro de um espaço tão histórico quanto o Ouro Verde. Queremos celebrar a memória dos que já foram e os que continuam aqui fomentando diferentes eixos da cultura”, acrescenta Tiago Daniel, ator, produtor cultural e diretor-geral do 3º Festival das Diversidades.

O Coletivo Ballroom Londrina surgiu em 2022 e desde então já esteve em diferentes vilas culturais da cidade como a Usina Cultural, Alma Brasil, Canto do Marl, Divisão de Artes Cênicas da UEL, entre outros espaços.

Para Naan estes passos foram fundamentais para caminhada até o Ouro Verde. “Cada um deles teve uma importância muito grande e foi abrindo espaço para termos reconhecimento na cidade. O Ouro Verde será mais um passo nessa caminhada e ainda um momento em destaque, que será de muita celebração e festa, com pessoas racializadas, negras, indígenas, pessoas trans, travestis, não bináries, todes LGBTQIAPN+ em cima do palco e espalhades pela plateia”, afirma. 

Tiago salienta que um dos principais objetivos do Festival das Diversidades é ocupar diferentes locais com culturas marginalizadas. Ele lembra das duas edições da Batalha Coroa de Ouro, que em 2024 e 2025, levaram a cultura hip-hop para o Teatro também pela primeira vez, ou seja, abrindo caminhos para a valorização da cena local e procurando desmistificar preconceitos acerca do movimento. 

“Imaginar o Ouro Verde ocupado por corpas trans e travestis parecia algo distante, tendo em vista o espaço tradicionalmente destinado para ações marginalizadas em Londrina. Esperamos que todo esse trabalho não encerre com o fim dessa edição. Queremos que os festivais tradicionais de Londrina também pensem nesses corpos e ocupem suas programações com uma política de diversidade que, de fato, se preocupa com nossa existência”, indica. 

Ao todo, serão disputadas 12 categorias, sendo que cada uma delas busca honrar a trajetória de homenageades do 3º Festival das Diversidades. Braguinha, Malu Jimenez, Kenedy Piau, Dhi Ferreira, Edna Aguiar, Beatriz Silva, Fran Camilo, Thei Guedes, Willian Santiago (in memorian), Oscar Nascimento (in memoriam), Melk (in memoriam), Yá Mukumby (in memoriam) serão nomes ecoados no tradicional espaço da cultura londrinense (saiba mais aqui).

“Algo que acho fantástico nas balls é o caráter educativo. As categorias, a música, o corpo, o “10”, que é a nota máxima, e o “chop”, que elimina uma pessoa da categoria, são capazes de ensinar e construir novas perspectivas para esses corpos”, sinaliza Tiago. 

Além da dança, Coletivo Ballroom Londrina busca o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade – Foto: Coletivo Ballroom Londrina/Reprodução Instagram

Conhecer, pertencer e transformar 

Para Naan, o conhecimento sobre a cultura ballroom ainda precisa “furar a bolha”, atingindo principalmente pessoas que não integram a cena. 

Os esforços do Coletivo têm sido direcionados para aprofundar o diálogo com a população, desconstruindo estigmas e reforçando o caráter político do movimento, que “não se resume à dança”. 

“Sempre que chegamos em algum lugar em que não conhecem a ballroom, existe um estranhamento, desde o nome e as expressões do vocabulário, que por serem em inglês, muitas pessoas acabam não entendendo, então, estamos sempre fazendo tentativas de entender qual comunicação funciona melhor, quais palavras utilizar e o que pontuar para que entendam principalmente a base da cultura, que é essencialmente política”, avalia.

“Compreender o que é a comunidade e como atuam os coletivos que fazem parte dela, como as houses [casas], que não são ‘só um grupo de dança’, treinam, ensaiam, se apresentam, a dança está presente, mas não se resume a isso, house é casa, lar, família, espaço de acolhimento e cuidado, rede de apoio, um escape e refúgio para pessoas dissidentes que estão em vulnerabilidade”, pontua. 

Para Tiago, a cultura ballroom é nova na cidade quando comparada a outras manifestações culturais. De acordo com ele, é necessário cada vez mais ampliar a participação da cena em circuitos culturais para que as pessoas possam ter contato com a potência artística e política que a cultura ballroom proporciona.

“Mais do que dança – o que por si só já é suficiente – as balls são espaços políticos de resistência e acolhimento LGBTQIAPN+. Nos treinos e na jogação, a cultura fala sobre autoestima e pertencimento através da dança. É sobre um protagonismo de corpos às margens que surge a partir das necessidades de pessoas negras, latinas e LGBTQIAPN+ em existir”, ressalta. 

Para participar é necessário retirar ingresso gratuito através da plataforma Sympla (disponível aqui). Os lugares são limitados a capacidade do Teatro.

Parceria com o Festival

Para Naan, a parceria com o Festival das Diversidades, desde sua primeira edição, realizada no gramado do CLCH (Centro de Letras e Ciências Humanas da UEL) em 2024, tem sido fundamental para difundir a cultura ballroom. “Foram momentos que estivemos em conjunto como comunidade, podendo compartilhar da nossa cultura e do nosso trabalho em um evento cultural dentro da Universidade, então agora na terceira edição desde que fizeram o convite para sermos um dos parceiros sabíamos que faríamos questão de integrar o evento”, lembra.

Segundo Tiago, a palavra que define esta edição do Festival é “ballroom”. “Acreditamos muito na potência da cena e queremos ampliar ainda mais o horizonte junto ao Coletivo. Queremos desmistificar a ideia de produção cultural branca e cis-heteronormativa que Londrina carrega. Londrina é travesti, é negra, é plural. Se eles não querem dar história, então nós vamos e vai ser no maior teatro da cidade”, reivindica. 

Quem desejar conhecer mais sobre a história da cultura Ballroom em Londrina, poderá visitar a exposição “Encruzilhadas Ballroom”, realizada por Fernanda Franz através do Trabalho de Conclusão de Curso em Artes Cênicas na UEL. A mostra ficará disponível durante todo o evento, no saguão do Ouro Verde. 

O corpo de jurades será formado por nomes icônicos da cena, oriundos de diferentes regiões do país: Father Lion King Laffond (RJ), Luca Laffond (SP), Imperatriz Kyra Laffond (SP), Prince Dan Imperio (SP), Statement OA Godfather Marcos Imperio (SP), Majo 007 (PR), Gior Juicy Couture (PR), Princese Dark Ocean (PR), Mother Paty Aurora (PR).

“Cada pessoa que for somar vai ser essencial desde para caminhar até se for só para assistir vai fortalecer demais, para quem nunca foi e não sabe como funciona uma ball: é um espetáculo completo, deslumbrante e maravilhoso, e tudo que acontece numa ball só pode acontecer naquele dia, naquele instante, é improviso, jogo, performance”, acrescenta Naan. 

O after será no Baile da Maudita #007 com Scof Savage, a partir das 22h no Espaço Elias. “Para toda a cena londrinense é um ball que está sendo muito esperada, tanto pelo Line, já que as pessoas que virão são referência estadual e nacional, e pelas categorias, estão todes se preparando para caminhar, treinando e escolhendo looks, o nível vai estar altíssimo”, garante Naan.

“Estamos muito animades. Essa vai ser a maior ball da região e estamos trazendo nomes muito importantes para a cultura no Brasil. Queremos que pessoas que não conheçam a cultura ou que talvez tenham visto algo de longe apareçam por lá. Queremos construir um novo capítulo para a cena em Londrina”, complementa Tiago. 

Para ele, o chamamento é para discutir qual projeto de cidade deseja-se construir, trazendo mais visibilidade para as Londrinas que existem em Londrina.

“Precisamos da cena cultural unida, precisamos dos produtores, do público, dos coletivos, dos movimentos sociais juntos com essa iniciativa. Estamos num momento extremamente importante para mostrarmos a Londrina que precisamos. Um teatro histórico lotado de pessoas clamando por cultura marginalizada é um passo fundamental para isso”, ele finaliza. 

Serviço:

Kiki Ball Encruzilhadas do Tempo
Local: Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, nº 85 – Centro, Londrina)
Dia: 28/03
Horário: das 16h às 22h
Gratuito (necessário retirar convite antecipado via Sympla – disponível aqui)

Ficha técnica 

Equipe 3º Festival das Diversidades
Direção Geral: Tiago Daniel
Coordenação do Programa Práxis Itinerante: Fabio Lanza
Coordenação de Comunicação: Franciele Rodrigues
Coordenação de Arte: Alexsander Barbosa
Coordenação de Atividades Formativas:
Ana Boscariol
Coordenação de Produção Logística:
Duda Alves e Tiago Daniel
Ass. de Produção: Ester Messias e Furlan Furlan Rodrigues
Financeiro: Nuria Akemi
Gestora de Mídias: Laura Nunes
Assistente de Comunicação: Clara Borbalan
Designer: Nath Arriero
Ilustrações: Guilherme A
Fotografia: Leticia Argolo, Natalia Cavalcante e Thais Fernanda
Vídeo: José Victor Marques
Produção de Moda: Naju Avelar
Ass. de Produção de Moda: Sharpey e Debs
Libras: Gabriela Alves Inacio

Equipe Kiki Ball Encruzilhadas do Tempo
Produção: Dark Creone; Fernanda Franz; Furlan Furlan Rodrigues; Luna Aurora; Nani Naan; Pedro Skyle
Iluminação e Coordenação Técnica: João Otávio Goes
Cenografia e Instalação: Fernanda Franz
Técnico de som: João Araponga
Assistentes Técnicos: Luís Sandrim e Guilherme Mian
Line Up: Father Izzy Feiticeiras; Father Lion King Laffond; Gior Juicy Couture; Imperatriz Kyra Laffond; Luca Laffond; Majo 007; Mother Paty Aurora; Prince Dan Imperio; Princess Bambini Juicy Couture; Princess Kansha Ocean; Princess Luna Aurora; Princese Dark Ocean; Statement OA Godfather Marcos Império; Victoria Juicy Couture; Zuchi 007
Produção: Kapanga e Programa Práxis Itinerante
Apoio (Premiações): Anti Rato; Arenvrl Nails; Baile da Maudita; BP Trancista; Brechó Maria Gastona; Bruxonilda Tattoo; Ink BellaTattoo; Ilustradore Spadini; Ilustradora Luna Aurora; Loja LabForma; Loja Pendura Aí; Loja Satoshi; Loja Twolala; Maverique Ateliê; Pandolffi Tattoo; Produtos Kretinu; Ste Body Piercing; Tattoo Palla; Thai Nai.
Apoio: Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH), Circuito Londrinense de Batalhas, , PET Saúde Equidade, Cine Diversidade, Rádio UEL, TV UEL,  ONG Docê, Conselho Municipal de Saúde – Comuniaids, Divisão de Artes Cênicas (DAC), Ballroom Londrina, Portal Verdade
Realização: Programa Paraná Festivais, HOTMILK – Ecossistema de Inovação da PUC-PR, Cultura Paraná, Secretaria de Estado da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura – Governo Federal.

PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.

Franciele Rodrigues
+ postsBio

Jornalista e cientista social. Doutora em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero; religião; política e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast independente sobre política na perspectiva de mulheres.

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Tags: 3º Festival das DiversidadesBallroom LondrinaDestaqueKiki Ball Encruzilhadas do TempoPortal VerdadeTeatro Ouro Verde
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