Instituto convoca voluntários e apoiadores para fortalecer ações em diversas frentes sociais ou com contribuições financeiras
Com atuação permanente em diversas frentes, o Instituto Conexões Londrina convida pessoas interessadas em se voluntariar e colaborar financeiramente para ampliar e sustentar suas atividades. A participação pode ser em diferentes áreas e não exige pré-requisitos, apenas identificação e compromisso com a causa.
“Precisamos de voluntários em diversos campos de atuação, desde marketing e mídias sociais, captação de recursos, prestação de serviços à comunidade ou atendimentos individualizados às demandas que vão aparecendo à medida que a gente vai trabalhando. Como a minha avó costumava dizer, a ocasião faz a demanda”, afirma Lua Gomes, fundadora e coordenadora do Instituto.
Atualmente, das maiores demandas é por voluntários para o Cursinho Pré-Vestibular Comunitário, que funciona na sede do Instituto, no Residencial Vista Bela, zona Norte da cidade. “O Cursinho que aprovou um volume alto de estudantes este ano para os vestibulares da UEL, pelo SISU e pelo Prouni”, confirma a coordenadora.
As aulas acontecem ao longo do ano, de segunda a sexta-feira, com plantões aos finais de semana. As inscrições e maiores informações serão divulgadas no Instagram do Conexões no início de março.
Lua conta que por não ter recursos do município, as maiores demandas financeiras são para manutenção das necessidades básicas, como água, luz, aluguel, internet, produtos de higiene e alimentícios. “O que também fortalece as oficinas, ações de formação, qualificação e geração de renda, e Cursinho”, afirma.
Para contribuir com o Instituto e se tornar voluntário, entre em contato pelo WhatsApp (43) 991153182 ou pelo Instagram @conexoeslondrina.
Para doações financeiras, utilize a chave pix: conexoeslondrina@gmail.com.
Sobre o Conexões Londrina
A liderança compartilha que o trabalho do Conexões surgiu de forma individual. “O Conexões era um trabalho que eu fazia sozinha e na pandemia, ganha forma como um trabalho coletivo, reunindo pessoas que se tornaram amigos, queridos e importantes, e que fortaleceram muito as lutas de base que eu já vinha construindo”, explica.
O Conexões Londrina começou em 2020 e, em 2022, passou por um processo de formalização, tornando-se um Instituto. “A gente entendeu que o trabalho ficaria mais robusto se estivéssemos institucionalizados, reconhecidos pelo trabalho que desenvolvemos de uma maneira mais sistematizada. Foi por isso que saímos do caráter informal e reunimos todas as atividades que já eram realizadas nas iniciativas do Conexões”, afirma Lua.
Ao longo da trajetória, o Instituto acumulou experiências em diversas áreas. Entre elas estão ações voltadas à promoção da soberania alimentar, saúde coletiva, dignidade menstrual, distribuição de material escolar, incentivo aos estudos, oficinas de formação e qualificação, campanhas de Natal. Além de ações culturais, como a Semana da Favela. “É uma infinidade de atividades que a gente reúne, porque o nosso trabalho dura o ano inteiro”, destaca.
Lua reforça que o trabalho desenvolvido não tem caráter assistencialista. “O que a gente faz não é caridade, é justiça social, é promoção e garantia de direitos. A gente tem como premissa ocupar lacunas que o Estado deixa para a população mais vulnerabilizada, mais marginalizada e periférica da nossa cidade e da nossa região”, pontua.
Sobre o engajamento em atividades sociais, Lua avalia que a participação pode partir de diferentes motivações. De acordo com ela, existem pessoas que se colocam apenas como voluntárias e outras que se reconhecem como ativistas.
“Se você é ativista, faz isso porque acredita na causa, porque compreende a importância do seu papel social e entrega aquilo que tem”, afirma.
Para 2026, o plano de trabalho do Conexões Londrina é manter e fortalecer todas as atividades já existentes. “O nosso plano é não deixar o projeto morrer, porque existe muito sacrifício de um número muito pequeno de pessoas que realmente estão intrinsecamente envolvidas com esse projeto. O trabalho voluntário contribui para que a gente consiga qualificar e fazer de forma mais expressiva”, aponta.
A coordenadora também ressalta que a construção de uma sociedade mais justa passa pela mobilização coletiva. “Pensar sobre como você pode atuar nisso, direta ou indiretamente, deveria ser uma responsabilidade de cada cidadão. Não necessariamente no Conexões, mas em iniciativas que trazem qualidade de vida e bem-estar coletivo”, finaliza.












