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Home EDUCAÇÃO

SEED não manda representante em audiência sobre adoecimento de educadores na rede pública do Paraná

10 de junho de 2025
em EDUCAÇÃO, TRABALHO, Últimas Notícias
SEED não manda representante em audiência sobre adoecimento de educadores na rede pública do Paraná

Após a assembleia, educadores marcharam até a SEED para um protesto no último sábado (7) – Foto: Gelinton Cruz/APP-Sindicato

Encontro buscou discutir a precarização do trabalho e suas relações com o adoecimento da categoria

Foi realizada na manhã desta segunda-feira (9), na ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná) a audiência pública “Adoecimento de servidores e educadores da rede pública do Paraná”.

O encontro, proposto pelo deputado Goura (PDT), contou com a participação de diferentes lideranças como os também deputados Professor Lemos (PT), Luciana Rafagnin (PT), Requião Filho (sem partido), Tadeu Veneri (PT), além de representantes da APP-Sindicato (Sindicato dos Professores e Funcionários de Escola do Paraná), da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) e do Observatório Nacional da Violência contra Educadoras e Educadores.

Ainda, compareceram professores e funcionários de escola e pesquisadores que têm se dedicado a compreender a intensificação da precarização do trabalho docente e sua relação com o adoecimento da categoria.

Também convidada, a SEED (Secretaria Estadual de Educação) não encaminhou representante à audiência.

A presidenta da APP-Sindicato, Walkíria Mazeto, classificou o adoecimento dos educadores como “intencional e organizado”. Ainda, a professora recordou que o modelo empresarial de gestão educacional que tem como uma de suas principais características a pressão por metas, foi implementado pelo, então secretário de Educação, Renato Feder, e vendido para outros estados e municípios.

Renato Feder, ficou no cargo de 2019 a 2022, quando recebeu convite do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para ocupar a mesma posição. Feder é autor no livro “Educação para o futuro: o passo a passo para construir uma gestão educacional focada em resultados”.

Mazeto reforçou que há anos a APP-Sindicato tem denunciado este projeto responsável pela exaustão e desvalorização profissional através de pesquisas e relatos dos docentes, mas segundo ela, todos os dados têm sido ignorados pela SEED.

“Apresentamos uma pesquisa mostrando que a qualidade do ensino piorou e a SEED recusou, falando que seria uma pesquisa contaminada, mesmo tendo sido contratado um instituto para desenvolver”, adverte.

De acordo com a pesquisa citada “Plataformização da Educação: sobrecarga, assédio e adoecimento”, mais de 70% dos professores da rede estadual do Paraná relatam adoecimento pelo uso intensivo de plataformas em sala de aula. O estudo inédito, contratado pela APP-Sindicato, foi publicado em 2023.

Mazeto também apresentou dados de afastamento da categoria. Somente em 2024, foram mais de 10 mil licenças por motivo de transtornos mentais, sendo que os afastamentos aumentam a partir do segundo semestre.

Em assembleia realizada no último sábado (7), os educadores aprovaram o fim do uso das plataformas, do acompanhamento de tutores e embaixadores, responsáveis pela cobrança de metas, a contratação de mais trabalhadores e o fim da punição após apresentação de atestados médicos.

O deputado estadual Professor Lemos (PT) salientou que, sob a gestão de Ratinho Júnior (PSD) , está ocorrendo um “verdadeiro massacre” contra professores, funcionários de escola e estudantes.

“Para aumentar o IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], o governador adota plataformas para vigiar e punir independente da qualidade da aprendizagem. O governo não está preocupado com a aprendizagem, então, exclui os estudantes que poderiam abaixar o IDEB, atacando o EJA, ensino noturno, educação do campo, mudanças na matriz curricular, tirando disciplinas que são fundamentais para a formação plena dos estudantes como Filosofia, Sociologia, Artes. Nossos professores vigiados fisicamente com tutores, embaixadores, também pelas redes sociais. Essa pressão tem levado ao adoecimento e a morte”, observa.

O parlamentar também apontou que a bancada de Oposição tem levado denúncias ao Ministério Público do Paraná, mas não recebido apoio. “Eles arquivam, mesmo tendo condições de investigar. E não foi apenas uma, mas várias denúncias”, assinala.

Veneri também criticou a ausência do líder do governo e presidente da Comissão de Educação da ALEP, Hussein Bakri (PSD), que foi convidado a participar da audiência e não compareceu.

Embora prevista desde abril, a reunião ocorre após a morte de suas professores em escolas estaduais em menos de uma semana. Conforme informado pelo Portal Verdade, o primeiro caso, aconteceu no último dia 30 de maio, Silvaneide Monteiro Andrade, faleceu dentro do Colégio Cívico-Militar Jayme Canet, em Curitiba.

Já na última quinta-feira (5), a professora Rosane Maria Bobato faleceu enquanto trabalhava no Colégio Estadual Santa Gemma Galgani, também em Curitiba.

Ambas as professoras lecionavam Língua Portuguesa, uma das mais impactadas pela plataformização. Além disso, recentemente as escolas passaram pelos processos de militarização e terceirização da gestão, respectivamente.

Os modelos são amplamente criticados pela APP-Sindicato, que aponta como reflexos a precarização das condições de trabalho e a consequente intensificação do adoecimento da categoria (relembre aqui).

Acompanhe audiência na íntegra:

Franciele Rodrigues
+ postsBio

Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.

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