Nenhum resultado
Ver todos os resultados
24°C
Londrina, PR
Portal Verdade
  • Trabalho
  • Política
  • Economia
  • Cidade
  • Colunistas
  • Educação
  • Cultura
  • Mundo
  • Saúde
  • Podcasts
  • Vídeos
  • Trabalho
  • Política
  • Economia
  • Cidade
  • Colunistas
  • Educação
  • Cultura
  • Mundo
  • Saúde
  • Podcasts
  • Vídeos
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Portal Verdade
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home PARANÁ

SindSaúde denuncia Ratinho Jr por desmonte dos serviços de saúde do trabalhador no estado

18 de março de 2024
em PARANÁ, Últimas Notícias
SindSaúde denuncia Ratinho Jr por desmonte dos serviços de saúde do trabalhador no estado

Foto: Mário Cruz/Lusa

Centros de Saúde do trabalhador no Paraná atuam com apenas 44% dos funcionários necessários e 4 centros estão ameaçados com fechamento

O trabalhador paranaense corre o risco de ficar desamparado caso sofra um acidente durante o trabalho. Isso porque, de acordo com o SindSaúde  (Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores do Serviço Público da Saúde e da Previdência do Estado do Paraná) e o Foro de Saúde do Paraná, o governo Ratinho Jr. (PSD) está promovendo um desmonte do CEST (Centro Estadual de Saúde do Trabalhador) e dos CEREST (Centros Regionais de Saúde do Trabalhador no Paraná).

Das 8 unidades que atuam no estado, o governo anunciou o fechamento de 4 unidades. Os centros são fundamentais para dar suporte a trabalhadores feridos em seus locais de trabalho, além de fiscalizar e auxiliar o SUS (Sistema único de Saúde) em medidas de prevenção a esses percalços. Falta de equipamentos, de infraestrutura e  de profissionais também acompanham o projeto de  desestruturação.

“A população e até mesmo os sindicatos não têm clareza sobre o papel do SUS na vigilância no ambiente de trabalho e que nós achamos fundamental”, começa explicando Silvia Bertini, assistente social e militante do Foro Popular de Saúde e do SindSaúde do Paraná. É previsto na Constituição Federal, entre outras atribuições, a responsabilidade do SUS sobre a promoção da melhoria da qualidade de vida do trabalhador através de ações de promoção, vigilância e assistência à saúde.

Para cumprir essa função, foram criados a  nível nacional o RENAST (Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador) e a nível estadual os CEST e CEREST. Compostos com equipe interdisciplinar (médico, enfermeiro, técnico de segurança do trabalho, psicólogo, assistente social, etc.), esses centros visitam ambientes de trabalho e avaliam possíveis riscos ao trabalhador, além de propor medidas nesse sentido.

“Na medida que tem profissionais que vão lá no ambiente de trabalho falar com os trabalhadores, conhecer esse processo e identificar os problemas, é a partir disso que a empresa e qualquer outro ambiente de trabalho pode mudar essas condições para evitar o adoecimento e até a morte do trabalhador”, diz Silvia, pontuando a diferença que faz o trabalho desses centros.

Os centros também são importantes por identificar e categorizar o que é acidente e doença relacionada aos trabalhos, para que na hora que o médico nos centros de saúde esteja atendendo o trabalhador, possa identificar se a queixa se enquadra ou não como decorrentes do trabalho. Apesar do significativo objetivo dos centros, o SindSaúde e o Foro de Saúde do Paraná denunciam o descaso do governo estadual com esse serviço.

O Paraná possui 8 centros  de atenção à saúde do trabalhador e todos eles estão criticamente defasados de pessoal. A regional norte em Londrina é um exemplo desse problema. Com apenas um médico (com jornada de quatro horas), uma enfermeira (que no momento está afastada por questões de Saúde) e um técnico de segurança do trabalho, precisam atender e mais vinte municípios.

Segundo o SindSaúde, seguindo a resolução 603/2018 da CNS (Conselho Nacional de Saúde), os centros estão operando com apenas 44% do quadro, que deveria ser de 95 profissionais. Não bastasse a precarização, o Governo anunciou que fechará quatro desses centros.

“Teve uma reunião ano passado com a coordenação geral da vigilância da saúde do trabalhador, do Ministério da Saúde, e foi exposto pela equipe do CEST uma proposta de redução de oito Cerest para quatro” , reclamou Silvia, que continua. “É uma política que tem financiamento. O estado recebe R$30.000 por mês para cada CEREST, então o governo está querendo deixar de receber R$120.000 por mês e vai prejudicar ainda mais a vigilância do trabalhador na saúde do Paraná.”

Para resolver a questão, além de não fechar os quatro centros anunciados, o SindSaúde e o Foro de Saúde propõe diversas medidas como: uma reestruturação da saúde do trabalhador no Paraná, com a contratação de técnicos através de concurso público; criação de ambulatórios de saúde do trabalhador, para assistência a atenção primária, previsto na Política de Saúde do Trabalhador do Paraná aprovado em 2011; reestruturação da unidade de Saúde ao Trabalhador em Curitiba; transparência dos recursos financeiros oriundos do Ministério da Saúde destinado aos centros de atenção aos trabalhadores; que a CIST (Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador) possa estar fiscalizando as ações de saúde do trabalhador em todas as etapas e participando do planejamento e eleição de prioridades e controle dos recursos financeiros.

Saúde do trabalhador no Paraná

O primeiro serviço de saúde do trabalhador no estado do Paraná foi criado em 1996 através de uma mobilização e organização dos trabalhadores por meio dos sindicatos. Uma década depois, surgiu o Centro Estadual de Saúde do Trabalhador e, por conseguinte, os centros regionais. 

Segundo dados do observatório de Saúde no trabalho do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da CAT (Comunicação de Acidentes de Trabalho) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) 232 trabalhadores morreram no Paraná em 2022, o que equivale a três trabalhadores a cada dois dias. Também foram registrados 44.786 notificações por acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho no mesmo ano.

Entre 2012 e 2022, os centros de atendimento hospitalar foram os locais com mais acidentes de trabalho, representando 8,2% do total, seguido pelos abatedouros, com 6,67%. A maioria dos acidentes neste período foram causados por máquinas e equipamentos, veículos de transporte e agentes químicos, totalizando 171.700 acidentes (41,6%). Os homens foram os principais prejudicados, principalmente os de 18 a 24 anos, somando 69.818 acidentes. Já entre as mulheres, a faixa etária mais critica ficou entre os 25 a 29 anos, com 23.552 acidentes.


Matéria do estagiário Lucas Worobel sob supervisão.

Compartilhe esta matéria:

  • Publicar
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Tags: SindSaúde
Publicação anterior

Estudante ganha na justiça direito à vaga especial na UFPR após banca não reconhecer sua deficiência

Próxima Publicação

Conferência em Londrina aprova medidas para integração de migrantes e refugiados

Outras Publicações

Congresso do ANDES-SN reúne mais de 600 docentes em Salvador e define agenda de lutas em defesa das universidades públicas
Luta Sindical

Congresso do ANDES-SN reúne mais de 600 docentes em Salvador e define agenda de lutas em defesa das universidades públicas

11 de março de 2026
Londrinenses retidos em Dubai relatam dias de tensão sob ataques de drones
GUERRA

Londrinenses retidos em Dubai relatam dias de tensão sob ataques de drones

11 de março de 2026
Número de mortes em rodovias federais do Paraná cresce 14% em 2026
PARANÁ

Número de mortes em rodovias federais do Paraná cresce 14% em 2026

11 de março de 2026
Contra a violência de Trump a migrantes: CUT e entidades fazem ato no sábado (14)
PROTESTO

Contra a violência de Trump a migrantes: CUT e entidades fazem ato no sábado (14)

11 de março de 2026
Força Sindical organiza mobilizações para o 28 de Abril
Luta Sindical

Força Sindical organiza mobilizações para o 28 de Abril

11 de março de 2026
Preço da cesta básica tem queda em 13 Capitais
ECONOMIA

Preço da cesta básica tem queda em 13 Capitais

11 de março de 2026
Próxima Publicação
Conferência em Londrina aprova medidas para integração de migrantes e refugiados

Conferência em Londrina aprova medidas para integração de migrantes e refugiados

Coletivo Estadual de Funcionários organiza lutas e reafirma o papel dos educadores de escola

Coletivo Estadual de Funcionários organiza lutas e reafirma o papel dos educadores de escola

SAIBA MAIS

Da Semana

Congresso do ANDES-SN reúne mais de 600 docentes em Salvador e define agenda de lutas em defesa das universidades públicas

Congresso do ANDES-SN reúne mais de 600 docentes em Salvador e define agenda de lutas em defesa das universidades públicas

11 de março de 2026
Servidores denunciam falhas no atendimento do SAS após mudança para o Hospital Evangélico de Londrina

Servidores denunciam falhas no atendimento do SAS após mudança para o Hospital Evangélico de Londrina

11 de março de 2026
  • Home
  • Quem Somos
  • Fale Conosco
  • Sindicatos Parceiros

© 2024 Portal Verdade. Todos os direitos reservados.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Trabalho
  • Política
  • Economia
  • Cidade
  • Colunistas
  • Educação
  • Cultura
  • Mundo
  • Saúde
  • Podcasts
  • Vídeos

© 2024 Portal Verdade. Todos os direitos reservados.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

%d