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Sob pressão por resultados e com condições de trabalho precarizadas, bancários enfrentam uma epidemia de adoecimento mental

8 de outubro de 2024
em TRABALHO, Últimas Notícias
Sob pressão por resultados e com condições de trabalho precarizadas, bancários enfrentam uma epidemia de adoecimento mental

Foto: Reprodução Revista Cipa

Os profissionais do setor bancário brasileiro vivem uma crise de saúde mental que se aprofunda a cada ano. A pressão por metas abusivas, somada à precarização das condições de trabalho, tem levado milhares de trabalhadores ao adoecimento.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) de 2022, revelam que 57% dos afastamentos por problemas de saúde mental afetaram profissionais do setor.

E essa crise vivida pelo segmento também afeta profissionais londrinenses, que passam, entre outros transtornos, pelo estresse e Síndrome de Burnout. Para entender essa situação, o Portal Verdade conversou com Eunice Miyamoto, que integra a Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região.

Para Eunice o aumento de afastamentos por problemas psicológicos na categoria tem crescido dia após dia e há uma resistência por parte dos trabalhadores em reconhecer o adoecimento causado pelas condições de trabalho.

“Tenho acompanhado um aumento significativo de afastamentos referentes à saúde mental em decorrência dos assédios sofridos no ambiente de trabalho. Muitos bancários resistem em reconhecer o adoecimento, temendo prejudicar sua produtividade e não se afastam para tratamento, o que agrava a situação”, relata.

Estudos recentes reforçam o alerta de que 80% dos bancários relatam algum tipo de problema de saúde mental, e metade deles já está em acompanhamento psiquiátrico.

Esses dados evidenciam a gravidade do cenário, que está longe de ser isolado. Pressão excessiva por resultados e o medo de retaliações por parte dos gestores estão entre as queixas que mais levam à deterioração da saúde mental na categoria.

“Muitos trabalhadores ainda enfrentam dificuldades na abertura da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), procedimento obrigatório, mas frequentemente desencorajado pelas empresas, o que só agrava o problema”, alerta Miyamoto.

A precarização cada vez maior

O professor André Luís Vizzaccaro Amaral, do Departamento de Psicologia Social e Institucional da UEL (Universidade Estadual de Londrina) explica que as mudanças na organização do trabalho no setor bancário fazem parte de um movimento global de precarização.

 “A desindustrialização e a ampliação do setor de serviços, com a incorporação de novas tecnologias, estão impondo condições cada vez mais precárias aos trabalhadores. A pressão por resultados, somada à automação e ao uso intensivo de tecnologias, está gerando uma sobrecarga cognitiva que afeta diretamente a saúde mental dos bancários”, analisa o professor​.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de trabalhadores afastados por transtornos mentais e comportamentais tem crescido mundialmente. No Brasil, a situação dos bancários é particularmente grave. Entre 2012 e 2022, o número de afastamentos por doenças psicológicas saltou de 30% para 57%.

Essa escalada reflete não apenas a pressão por metas, mas também a precarização das condições de trabalho, como aponta o professor André: “Com o trabalho remoto ou híbrido, os trabalhadores se encontram em um estado de ‘desterritorialização’, onde o espaço privado de vida se confunde com o espaço de trabalho, intensificando o sofrimento psíquico”.

Com a adoção de novas tecnologias , como a inteligência artificial, aumentou o alerta a esse tipo de quadro. O uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs) têm promovido o que o professor chama de “intensidade” e “extensividade” do trabalho, ou seja, os trabalhadores estão ultrapassando suas jornadas admitidas e sendo constantemente demandados pelas ferramentas digitais, o que tem consequências graves para sua saúde.

“O uso contínuo dessas tecnologias não permite pausas para descanso mental, levando ao esgotamento e ao aumento de doenças como a ansiedade e a depressão”, explica Vizzaccaro-Amaral​.

Lutando por dignidade no trabalho

Diante desse cenário, Eunice Miyamoto enfatiza que a luta por melhores condições de trabalho e pela saúde mental dos bancários ainda é longa.

“São muitas situações que vivenciamos e que prejudicam o recomeçar a vida profissional na empresa. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas não desistiremos em garantir os direitos adquiridos e a busca incansável pelo respeito e a dignidade para que todos e todas possam trabalhar com saúde e qualidade de vida”, relata.

Metas abusivas e saúde mental: O preço alto pago pelos bancários – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em parceria com a ELO Consultoria, Empresa Júnior de Psicologia da UEL, o Sindicato dos Bancários de Londrina e Região tem desenvolvido uma pesquisa que pretende diagnosticar e combater o adoecimento psicológico entre trabalhadores do setor financeiro. O formulário está disponível para preenchimento até o final de outubro (saiba mais aqui).

Dados de afastamento na categoria bancária

*Bancários representam 0,8% do emprego formal. Com relação ao auxílio doença previdenciário, a taxa de afastamento nos bancos comerciais chegou a 289,7 para cada mil vínculos;

Analisando dados por ocupação, a categoria está entre as que geraram maiores taxas de afastamento acidentário: gerente de agencia (12,3 para cada mil); gerente de contas PF e PJ (11,4 para cada mil); e caixa de banco, com taxa de 11,0 para cada mil vínculos;

Em 2022, foram registrados no país 105,2 mil afastamentos acidentários, sendo 3,7% na Categoria Bancária. Ocorreram ainda 928.5 mil afastamentos previdenciários, 1,5% na Categoria Bancária;

Em relação aos afastamentos relacionados à Saúde Mental e Comportamental, em 2022, a Categoria Bancária foi responsável por 25% dos afastamentos acidentários (B91) e 4,3% dos afastamentos previdenciários (B-31);

Em 2012, os afastamentos acidentários de bancários foram motivados, em sua maioria, por doenças “Osteomuscular e Tecido Conjuntivo” (48,7%). Já em 2022, as doenças Mentais e Comportamentais foram as principais causas dos afastamentos, responsáveis por 57,1% do total dos afastamentos na categoria bancária;

Quanto aos afastamentos previdenciários, as doenças mentais e comportamentais foram as principais responsáveis pelo total de afastamentos em ambos os períodos (23,6% em 2021 e 40% em 2022);

Taxa de ocorrência de afastamento: a utilização do conceito de taxa como indicador é um parâmetro comum que propicia melhor análise comparativa. Em 2022, a taxa de afastamento acidentário na categoria bancária ficou em 9,1 para cada mil vínculos, enquanto a média geral da economia foi de 2,0 para cada mil vínculos;

Nos bancos comerciais, a taxa de afastamento acidentário foi de 37,3 para cada mil vínculos e nos bancos múltiplos com carteira comercial a taxa foi de 9,5 para cada mil vínculos.

*Com informações de Smartlab e INSS


Matéria do estagiário Jader Vinicius Cruz sob supervisão.

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Tags: Adoecimento mentalBancáriosPortal VerdadeSetor Bancário
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