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Home Festival das Diversidades

“Somos gente e queremos ter o direito de ser apenas isso”: Jornada pela Visibilidade Trans 2026 inicia nesta segunda-feira (23)

23 de março de 2026
em Festival das Diversidades, POLÍTICA, Últimas Notícias
“Somos gente e queremos ter o direito de ser apenas isso”: Jornada pela Visibilidade Trans 2026 inicia nesta segunda-feira (23)

Arte: Divulgação

Atividade busca promover o diálogo e a conscientização sobre as vivências cotidianas das populações trans, travestis, transmasculinas e não binárias em Londrina, incentivando debates que tragam à tona suas existências e resistências

Nesta segunda-feira (23) inicia a Jornada pela Visibilidade Trans 2026. A mesa de abertura: “O poder do corpo trans: arte, presença e política”, ocorre a partir das 19h30, na Sala de Eventos do CECA (Centro de Educação Comunicação e Artes) da UEL (Universidade Estadual de Londrina), e conta com as participações de Kach, Estela, Dan e mediação de Dhi Ferreira. 

Organizada pela Frente Trans Londrina, o programa de extensão Práxis Itinerante e o projeto de pesquisa Entretons, ambos vinculados à UEL, a atividade busca fortalecer a luta pela vida, garantindo direitos constantemente negados à população trans. 

“Acreditamos que nossos corpos precisam ser vistos, ter visibilidade, para que as pessoas entendam que também somos gente, temos nossas lutas cotidianas como qualquer outra pessoa, mas somos atravessades todo dia por um ‘algo mais’, a transfobia”, indica Ursula Brevilheri, cientista social, doutoranda em Sociologia na UEL e integrante da Frente Trans Londrina.

A transfobia é a discriminação direcionada a pessoas transgênero baseada em sua identidade de gênero. Ela se manifesta através de discursos de ódio, exclusão social, negação de direitos, violência física, psicológica, uso incorreto de nomes/pronomes, entre outras formas de opressão.

Ursula reforça que a visibilidade reivindicada é para que as pessoas trans sejam reconhecidas como sujeites de direitos. Além disso, a expectativa é que a luta para proporcionar melhor qualidade de vida para a comunidade seja concebida como uma tarefa coletiva, ou seja, de toda a sociedade.

“Desde a nossa primeira edição no ano passado, aprendemos muita coisa e muita gente veio falar com a gente. Nosso objetivo é conseguir integrar esses aprendizados nessa edição, com uma programação mais ampla, basicamente metade dela para além do espaço da Universidade, com muitas participações e dinâmicas diferentes”, aponta.

“Estou muito feliz com a volta da Jornada, e a possibilidade de transformarmos isso numa prática recorrente. Em 2025, tivemos grandes movimentações resultando da Jornada. Fico imaginando o que nos aguarda este ano”, ela complementa. 

O evento também celebra o Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março) como um marco de resistência e orgulho, reforçando a importância de ecoar narrativas trans e destacar suas contribuições para a sociedade.

Anire Niara, publicitária, membra da Frente Trans Londrina, aponta a necessidade de romper com “histórias únicas” e, consequentemente, com estereótipos atribuídos à população trans. Um dos desafios, segundo ela, é desconstruir a imagem que relega a comunidade apenas às violências, apagando saberes, experiências, entre outras potencialidades.

Anire evidencia que, mesmo entre a comunidade, há uma grande diversidade. “Queremos narrar a nossa própria história. Existe uma diversidade imensa de narrativas que compõem a letra T da nossa sigla:  LGBTQIAPN+. Dar voz as nossas histórias nos mostra plurais, agentes, potentes e donos da nossa própria narrativa, em contrapartida ao que nos impuseram. Com isso buscamos humanizar nossos corpos e vivências, mas também fortalecer a comunidade devido ao acolhimento e troca propostos”, observa. 

“É sobre produzir novas narrativas sobre os nossos corpos. É evidente que precisamos discutir o fim da violência, mas queremos poder falar sobre outra vida, sobre amar, sobre ter um hobby, sobre ser uma pessoa como qualquer outra. Porque nos tiram até isso: o direito de ser ninguém, ser mais ume na multidão. A maioria de nós só quer ter uma vida tranquila. Mas a maldita transfobia segue não apenas nos matando literalmente, mas nos matando ainda em vida, nos reduzindo a pauta eleitoral ou a “agenda”. Somos gente, e queremos ter o direito de ser apenas isso”, complementa Ursula. 

Por 16 anos consecutivos, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis, de acordo com mapeamento da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Em 2025, foram identificados 80 assassinatos. A entidade alerta para a subnotificação, ou seja, o risco de que os números sejam ainda maiores.

Enquanto a expectativa de vida da população brasileira em geral é de 76 anos, no caso de pessoas trans e travestis é de 35 anos, caindo para 28 anos entre negras e negros. 

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(Trans)formando Londrina  

A programação segue até o próximo dia 8 de abril, oferecendo diversas atividades como mesas, oficinas, rodas de conversa, exibição de filme, ballroom (baile), trans assembleia pela implementação de cotas trans na UEL, entre outras ações (confira calendário completo abaixo).

Em julho do ano passado, a UEL aprovou a criação de um grupo de trabalho para avaliar a possibilidade de implementação de cotas para pessoas trans, travestis, transmasculinas e não binárias em seus processos seletivos. Ursula compõe o grupo e avalia que o andamento da pauta está “a todo vapor”. 

“Conseguimos ouvir experiências de outras universidades, discutir viabilidade e diferentes modelos, e neste ponto vejo que consolidamos diferentes percepções que certamente serão fundamentais na decisão dos conselhos superiores da Universidade. Seria uma vitória na luta contra as desigualdades, porque é evidente a exclusão que pessoas trans enfrentam no ensino superior”, adverte. 

Pelo menos 38 universidades federais e estaduais no Brasil adotam cotas para pessoas trans e travestis na graduação, segundo levantamento da Antra, mas o acesso ao ensino superior ainda é uma barreira, que inicia já na educação básica, visto que a violência leva a altos índices de evasão escolar.  

Dados do dossiê Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um Olhar para a Presença Viva de Estudantes Trans na Educação Básica Brasileira, da Rede Trans Brasil demonstra que, no Brasil, pelo menos 9 mil estudantes trans estão matriculados em escolas públicas das redes estaduais de ensino.

Tratam-se de matrículas de estudantes com o nome social em 14 estados e no Distrito Federal. Dentre os estados analisados, o Paraná é o segundo com o maior número de matrículas, contabilizando 1.137 alunos, ficando atrás apenas de São Paulo, com 3.451 estudantes. 

“Já temos estudos que mostram que 2% da população brasileira é trans, mas certamente não temos ainda essa mesma proporção na universidade. Então, é uma questão constitucional, de igualdade, que certamente viria de encontro contra a marginalização e exclusão do mercado de trabalho”, sustenta Ursula. 

Anire ressalta que, em comparação a edições anteriores, neste ano, o calendário se expande, ocupando outros espaços da cidade, para além da UEL. “Isso nos permite acessar outros espaços da esfera pública e impactar mais pessoas com as ações. Por isso estamos bastante felizes com esse novo passo e animados com a possibilidade de novos públicos, perfis e impacto social”, afirma. 

“Evidenciar narrativas protagonizadas pela nossa população é poderoso e necessário. Reflete a rebeldia de não sermos o que quiseram pra nós e denunciar que o erro não está na dissidência, mas na forma como a sociedade se organiza para definir quais corpos são inteligíveis. Provamos que somos grandes potências e que não há futuro sem pessoas trans”, ela compartilha. 

A Jornada pela Visibilidade Trans 2026 tem apoio do estúdio de dança Front043, o Sistema de Bibliotecas de Londrina e do 3º Festival das Diversidades. 

“O Festival das Diversidades está vindo com uma série de programações valorizando a multiplicidade de vidas, e entendemos que isso tem muito a ver com nossa luta, por isso acreditamos que essa soma tem grande potencial. A Frente Trans cada vez mais tem aprendido que uma grande força que temos é nossa capacidade de articulação, de diálogo com grupos e instituições, e essa integração representa um passo nessa direção. Queremos mostrar para Londrina que estamos de braços abertos para estabelecer conexões como essas”, indica Ursula.

As atividades são gratuitas e abertas a todes interessades. Para quem desejar certificado, é necessário se inscrever na plataforma SIGEC (Sistema Integrado para Gestão de Eventos e Cursos) da UEL (disponível aqui) até o próximo dia 31 de março.

Confira programação completa:

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Franciele Rodrigues
+ postsBio

Jornalista e cientista social. Doutora em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero; religião; política e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast independente sobre política na perspectiva de mulheres.

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Tags: ANTRAFrente Trans LondrinaJornada pela Visibilidade Trans 2026LondrinaPortal VerdadePráxis ItineranteTransfobia
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