Mesmo contando com o estádio do Café, que já recebeu mais de 30 mil torcedores em outras temporadas, o Londrina não poderá comercializar mais de 20 mil ingressos para a final do Campeonato Paranaense contra o Operário, sábado (7), às 16h. A limitação ocorre por causa da Lei Geral do Esporte, que determina que arenas com capacidade superior a esse número devem dispor de tecnologia de reconhecimento facial, recurso que o Café não possui.
Na semana passada, o prefeito Tiago Amaral havia sinalizado que trabalharia para ampliar a capacidade liberada, hoje próxima de 19 mil lugares. No entanto, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), ele admitiu que a mudança não deve ocorrer e destacou que o maior interesse na ampliação é da SAF do Londrina, comandada por Guilherme Bellintani, apesar de o estádio ser municipal.
“Temos conversado bastante com o Guilherme Bellintani, com o Armando (Chekerdemian, CEO da SAF), com o pessoal da SAF. Falei recentemente sobre a possibilidade de ampliar a capacidade para mais torcedores, mas quero adiantar que é muito difícil, pouco provável, para não dizer que não vai acontecer. Isso não depende de uma decisão da prefeitura”, afirmou Amaral, lembrando da exigência da Lei.
Segundo o prefeito, o sistema responsável pelo controle de acesso, chegada e saída dos torcedores pertence à SAF, não ao município. “Dependeríamos de eles terem condições de fazer essa implantação. E ninguém mais do que eles teria interesse em realizar esse aumento”, explicou. Ele também ressaltou que o prazo é curto para instalar e testar o reconhecimento facial. “Todos estão dispostos, mas é muito difícil preparar o sistema a tempo para que funcione já no próximo jogo. É uma pena, mas a tendência é não passar de 20 mil ingressos vendidos”, disse.
No sábado (28), a prefeitura promoveu um evento no anfiteatro do Zerão para que torcedores acompanhassem o jogo de ida da final contra o Operário. Ele não descartou repetir a ação para a partida de volta, no próximo sábado, já que os ingressos estão esgotados. “Ainda tenho uma ponta de esperança, mas dependemos da SAF. Se não der certo, podemos pensar em uma nova parceria para uma grande concentração, mas isso não está definido. Não queremos dividir esforços: o foco é total no estádio do Café”, reforçou.
Fonte: Portal Bonde












