TAEs da UFPR, UTFPR e Unila entram em greve a partir desta terça-feira (3) e cobram cumprimento de acordo nacional
A Universidade Federal do Paraná se manifestou oficialmente sobre a greve dos servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) das universidades federais do Paraná, prevista para começar nesta terça-feira, 3 de março. O movimento foi aprovado por unanimidade e integra uma mobilização nacional da categoria.
Em nota, a Universidade Federal do Paraná (UFR) informou que, conforme o Ofício nº 25/2026, a deflagração de greve por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia geral extraordinária realizada no dia 27 de fevereiro de 2026. A decisão abrange servidores da própria UFPR, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.
O movimento faz parte do calendário nacional de mobilização da Fasubra, federação que representa os trabalhadores técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior. Segundo a categoria, a paralisação tem como base pontos do acordo de greve anterior que ainda não teriam sido integralmente implementados pelo Governo Federal, incluindo temas ligados à carreira, jornada de trabalho, reposicionamento funcional e condições laborais.
A UFPR afirmou que respeita o direito constitucional de greve e que acompanhará os desdobramentos do movimento, mantendo diálogo institucional com o Sinditest-PR e demais instâncias pertinentes.
Reivindicações na UFPR incluem Hora Ficta e insalubridade
No âmbito da UFPR, especialmente no Complexo Hospital de Clínicas (CHC), os servidores reivindicam a implementação do acordo relacionado à chamada Hora Ficta, mecanismo que assegura organização adequada da jornada e compensação justa do tempo trabalhado.
A categoria também pede revisão dos adicionais de insalubridade, com reconhecimento das condições reais de trabalho enfrentadas pelos profissionais. Outro ponto destacado pelo sindicato é a adoção de medidas concretas de combate ao assédio moral, com políticas efetivas de prevenção e responsabilização.
Os trabalhadores ainda defendem a construção de um plano de saúde institucional que atenda às necessidades da categoria.
UTFPR: remoções, concursos e condições estruturais
Na UTFPR, os servidores cobram o cumprimento da Resolução 45/2021, que prevê que processos de remoção e transferência interna sejam concluídos antes da abertura de novos concursos públicos.
Além disso, parte da categoria aponta problemas estruturais em prédios da instituição, relatando falhas físicas e em equipamentos, o que, segundo os trabalhadores, impacta diretamente as condições de trabalho.
Pautas nacionais incluem jornada de 30 horas e RSC
Entre as demandas nacionais defendidas pelos TAEs está a implementação da jornada de 30 horas semanais, com manutenção e ampliação da flexibilização, sob o argumento de garantir melhores condições de trabalho e ampliar o atendimento à população.
Também é reivindicada a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para toda a categoria, incluindo aposentados e pensionistas. O sindicato manifesta ainda rejeição à Reforma Administrativa e ao Projeto de Lei 6170/2025, que institui o RSC-TAE sem, segundo a entidade, cumprir integralmente o acordo firmado na greve de 2024.












