A iniciativa tem como objetivo criar um ambiente acadêmico mais inclusivo e comprometido com a justiça social
A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Londrina, em ação para promover uma educação antirracista e comprometida pela justiça social, criou o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), que recebe o nome da escritora afro-brasileira Conceição Evaristo.
Coordenado pela Prof.ª Dra. Silvana Rodrigues Quintilhano, doutora em Cultura Africana e Afro-Brasileira, as atividades que serão desenvolvidas pelo Núcleo contam com capacitações e seminários para estudantes e servidores, oficinas temáticas, organização de eventos culturais e formativos, estruturação de uma biblioteca especializada em cultura afro-brasileira e indígena, elaboração de protocolos de combate ao racismo e intolerância religiosa. Além de ações voltadas à permanência estudantil, como a criação de bolsas para estudantes negros e indígenas.

Participam do Núcleo: estudantes, docentes, equipe técnica e representantes da comunidade externa, como lideranças de religiões afro-brasileiras. Silvana Quintilhano comenta que, a criação do Núcleo foi motivada com o intuito de enfrentar o racismo estrutural presente nas instituições de ensino superior.
“A ausência histórica de políticas de valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas nas instituições de ensino, impulsionou a estruturação do núcleo como forma de suprir lacunas de representação, combater a invisibilização desses povos e articular ações voltadas à equidade étnico-racial”, ressalta.
A coordenadora também comenta sobre quais as expectativas para a criação do Núcleo e para as atividades que serão desenvolvidas. “Espera-se ampliar o debate sobre diversidade, fortalecer políticas de permanência, promover justiça curricular e criar um espaço de acolhimento, escuta e denúncia contra o racismo”, diz.
Dentre as atividades a serem desenvolvidas está a criação de um grupo de pesquisa tendo como foco de estudo as relações étnico-raciais. “A importância do NEABI está em sua função estratégica como instância articuladora de saberes, práticas e políticas públicas antirracistas, contribuindo para a construção de uma universidade mais democrática, inclusiva e representativa das múltiplas identidades que formam o Brasil”, complementa.
Matéria da estagiária Luana Farias sob supervisão.












