Apesar de toda manifestação e tentativas de diálogo, a Prefeitura de Londrina tem mantido os cortes de quase R$ 17 milhões para 2026
Aumenta a tensão dos trabalhadores e usuários de políticas assistenciais que serão brutalmente atingidos caso seja aprovado o projeto de lei nº 267/2025, que estabelece a LOA (Lei Orçamentária Anual) e reduz orçamento da Secretaria Municipal de Assistência Social de R$ 134 milhões para R$ 117,7 milhões no próximo ano. O montante representa 12,6% a menos em comparação a 2025.
Nesta quinta-feira (23), a partir das 14h, o texto será votado em primeira discussão pela Câmara Municipal de Londrina e o Coletivo em Defesa do Fortalecimento da Assistência Social promete mobilizar as lideranças e comunidade para ocuparem as galerias da Casa.
“O clima está tenso, há muita angústia e preocupação com o desmonte dessa politica pública e as consequências para a vida das pessoas e dos trabalhadores. Toda iniciativa de mobilização, toda conversa no sentido de somar é importante nesse momento. Precisamos sensibilizar o Legislativo para não aprovar esse absurdo”, diz Denise Maria Fank de Almeida, professora do Departamento de Serviço Social da UEL (Universidade Estadual de Londrina), representante do Conselho Regional de Serviço Social no Conselho Municipal de Assistência Social.
Para Alice Venâncio, assistente social, trabalhadora de uma das organizações da sociedade civil conveniada com o munícipio, a discussão ultrapassa números e projeções orçamentárias, trata-se da garantia de direitos e da continuidade da proteção social em Londrina.
“A presença popular fortalece a luta coletiva, demonstra à gestão pública e ao Legislativo que a sociedade está atenta e não aceita retrocessos. Este é um momento decisivo e reforço que exige que ocupemos todos os espaços possíveis, de forma organizada, consciente e pacífica, reafirmando que a Assistência Social é uma política pública essencial, um direito da população e um dever do Estado”, assinala.

Conforme informado pelo Portal Verdade, nas duas últimas semanas, o Coletivo tem realizado uma agenda de mobilização intensa na cidade, convocando protestos, panfletagem, além da criação de um abaixo-assinado (confira aqui). O grupo tem denunciado o aumento da desproteção social, levando a um cenário de maior exclusão e pobreza no município com a redução de recursos da pasta.
Apesar de toda manifestação e tentativas de diálogo, a Prefeitura de Londrina tem mantido os cortes de quase R$ 17 milhões para 2026.
“Até o momento, não houve avanços concretos nas tratativas com o Executivo. A licença da secretária municipal interrompeu qualquer possibilidade imediata de diálogo direto com a gestão, o que tem gerado maior apreensão entre trabalhadores, entidades e usuários da rede socioassistencial”, adverte Venâncio.
Mesmo com o debate em efervescência, a secretária de Assistência Social, Marisol Chiesa, se licenciou do cargo na última segunda-feira (20). A responsável pela pasta se afastou por nove dias, retornando no próximo 29 de outubro (saiba mais aqui).
“As entidades reafirmam seu compromisso com a defesa da Assistência Social como política pública essencial, indispensável à garantia de direitos e à proteção da população em situação de vulnerabilidade”, finaliza Venâncio.











