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Home COLUNISTAS Canto do Locco

Esquerda, volver!

20 de janeiro de 2024
em Canto do Locco, Últimas Notícias
Esquerda, volver!

Leio, em cada mídia social que visito, um considerável número de comentários acerca do programa Pé de Meia, deflagrado pelo Governo Lula. Há muito elogio e alguma grita…

O programa incentiva a permanência dos jovens na escola (ensino médio), estabelecendo o pagamento de uma poupança aos estudantes que estejam regularmente matriculados na rede pública. É requisito do incentivo a inscrição da família no cadastro único, além de renda per capta (ou mensal) igual ou menor a $218 (duzentos e dezoito reais).

Com a deflagração do programa, o governo oferta ferramenta econômica em favor da educação. Nessa mesma semana leio que o governo (pela atuação da Receita Federal) suspendeu a ‘isenção’ de impostos que o desgoverno anterior havia concedido a líderes evangélicos, naquilo que, no apagar das luzes de seu mandato, o messias ampliou a isenção de contribuição previdenciária das igrejas evangélicas sobre a remuneração de pastores e líderes religiosos.

Há, aqui, uma sonora grita, levantada pelas viúvas do messias. Há, inclusive, movimento político deflagrado no Congresso, para rever a medida. Noves fora e por amor ao debate, lembro que o Padre Júlio Lancellotti não detém qualquer incentivo econômico por seu monumental trabalho social – tampouco recebe dízimo…

Isso tudo referido, vamos ao entendimento que me incomoda, sem deslembrar da diferença fabulosa entre as medidas de um governo de compromisso social e um desgoverno de arcabouço mercadológico, cujo talento exclusivo repousa no uso político da máquina pública em favor dos interesses econômicos das elites.

A grande vítima dos governos de direita é o pobre. E é esse mesmo pobre quem abastece a economia dos nababescos templos neopentecostais Brasil afora, fazendo do pagamento do dízimo a fortuna do pastor. Também é esse pobre, dependente de serviço de transporte, quem paga o olho da cara no preço da passagem.

Então e assim, entre a efetivação de uma medida de notório alcance social (programa Pé de Meia) e a correção do prumo de um imenso equívoco social (extensão da isenção do imposto das igrejas) deflagrado no desgoverno anterior, vamos caminhando para alguma composição social – ainda que siga distante a pacificação que o estado de bem-estar social possa validar.

Foi para isso que eu fiz o L, estão dizendo vários amigos e muitos desconhecidos país afora. E eu concordo em gênero, número e grau com a fala dos entusiastas.

Passa, outro tanto, que não posso calar a ignomínia da grita política que o Congresso movimenta, na tentativa de restabelecer o odioso privilégio em favor dos pastores evangélicos. É que espero, das pessoas, mais que a canalha de sempre em busca de um arranjo entre os neo canalhas de agora.

As igrejas evangélicas, de notória atuação política, sem embargo de pensamento diverso, tem que repensar o custo operacional de seu negócio. Sim, seu negócio, ou você acha que malafaia e companhia bela estão pelando a salvação de sua alma à poder de reza, fé e contrição…

Deveras, a fé das pessoas não pode ser tangida ‘ao infinito e além, performando um Buzz Lightyear descompassado e à serviço das pautas conservadoras de sempre, conduzidas sobre e pelos mesmos argumentos que vêm, há séculos, atrasando as discussões de conteúdo e interesse social.

Nem estou criticando o pagamento dizimal por quem, muitas vezes, não tem comida na mesa. Vivemos em um país livre e cada um faz o que quer da própria vida, correto? Em partes…

Para os evangélicos está correto até a página dois, bem observado que a página um está toda ela justificada no interesse da igreja e de seus pastores. Já a página dois está aberta à discussão, por exemplo, do aborto ou do casamento homo afetivo.

É dizer: em se tratando de pautas reacionárias (isenção tributária) não há nada mais progressista do que uma igreja evangélica (extensão da isenção para o pagamento do pastor); todavia, quando a pauta é de fato e de direito progressista (questão racial; casamento homo afetivo; aborto; distribuição de renda; descriminalização da maconha), os pastores e suas ovelhas abraçam o atraso, prejudicando quem precisa de políticas públicas.

A pauta do atraso, no Brasil, deveras, tem amarras severas na exploração da fé, notadamente entre os mais carentes – e, por isso mesmo, mais vulneráveis. Assim, quando o Congresso grita pelo restabelecimento de um privilégio injusto e de todo imoral, o que fica gravado no GPS da história é o descompromisso sócio econômico de vários congressistas, capturados e movidos pelo interesse econômico alinhado às igrejas evangélicas.

Não questiono, como já disse, pagamento de dízimo à milionário travestido de pastor. É que sigo acreditando viver em uma democracia que me tutela a liberdade de manifestação, sempre que eu não venha manifestar fake news, praticando, assim, crimes através do conceito equivocado de uma imunidade criminal escondida sobre o manto falso das hipóteses de liberdade de expressão.

O que pega, a meu ver, é o desserviço que os pastores políticos desencadeiam com sua interpretação esquálida do mundo e da vida. Para os malafaias de plantão mais vale (valia?) arregimentar likes (votos) do que interpretar racionalmente a fala do Papa Francisco em favor de se abençoar os casais homo afetivos. Assim, tome-lhe ofensa. Tome-lhe verborragia disfuncional e tratamento segregatório.

Aqui seguimos, berrante à mão, espreitando o gado a ser tangido.

De toda sorte, não vou deixar de celebrar a conquista significativa desenhada no programa Pé de Meia, naquilo que a ferramenta ofertada tem tudo para melhorar as condições de permanência do jovem socialmente exposto no ensino médio.

Ademais, saúdo a derrocada da extensão da isenção ao vencimento dos pastores, uma vez que a medida corrige severa distorção econômica estabelecida pela política de compadrio suscitada pelo messias – aguardo o fim da isenção de impostos às igrejas.

Averbo, todavia, minha felicidade, naquilo que os jovens estudantes possam se dedicar, efetivamente, ao estudo, conquanto a realidade então vigente os obriga sair das escolas para fazer frente às necessidades econômicas das famílias.

Essa é uma história tão antiga quanto o tempo, suposto que educar jamais foi desiderato dos governos de direita. Paulo Freire estabelece o parâmetro definitivo sobre o tema, quando afirma que as elites não convivem com a formação e o desenvolvimento acadêmico dos pobres, porque isso os faria questionar a manutenção do status quo.

Como disse o poeta mineiro: viver é subir montanha para apagar estrela.

Tristes e esperançosos trópicos.

Saudade Pai!

João dos Santos Gomes Filho para o Canto do Locco

João Gomes Filho
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João dos Santos Gomes Filho, mais conhecido pelo apelido João Locco. Advogado, corinthiano, com interesse extraordinário em conhecer mais a alma e menos a calma.

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Tags: Canto do LoccoColunaIsençãoLíderes evangélicosPortal VerdadePrograma Pé de MeiaReceita Federal
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