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Home COLUNISTAS Gilson Bergoc

O Estado capitalista versus a organização e luta popular: uma conclusão

30 de outubro de 2023
em Gilson Bergoc, Últimas Notícias
O Estado capitalista versus a organização e luta popular: uma conclusão

Fonte: Imagem do mutirão São Francisco, na zona Leste de São Paulo, Projeto vencedor do concurso Público Nacional de Anteprojeto para Habitação Popular promovido pela Prefeitura Municipal de SP. Foi construído em mutirão orientado por técnicos da CoOperaAtiva e da AD, Ação Direta - Assessoria Técnica. 1990-1991. In https://cooperaativa.blogspot.com/2010/04/conjunto-habitacional-sao-francisco- sao.html Acesso em 13/10/2023

O tema Políticas Públicas de Moradia Popular foi tratado nos artigos precedentes, divididos em sete assuntos a saber: 1) A falta de moradia como problema estrutural da sociedade capitalista; 2) A origem da falta de habitação no Brasil; 3) O Estado como organizador da produção da moradia popular; 4) O aumento da urbanização e as ações do Estado brasileiro; 5) A dupla ação do Estado: atendimento parcial e repressão; 6) O BNH, a reforma da previdência e a luta pela redemocratização do Brasil e, 7) Experiências significativas de produção de moradia popular com autogestão e assessoria técnica.

Será buscada a conclusão, neste texto, que não é definitivo, mas uma contribuição para compreender, sob o ponto de vista da classe trabalhadora, um pouco da história e das conquistas proporcionadas pelas lutas dos trabalhadores por sua emancipação deste Estado e sistema capitalista de produção.

Conforme afirmado no início, o problema da falta de moradia está diretamente relacionado ao sistema produtivo vigente: o capitalismo. Ter conhecimento dessa natureza do problema é fundamental para buscar soluções. Aprovar na Constituição Federal a moradia como direito foi muito importante para obrigar o Estado a instituir políticas públicas, com o objetivo de atender a demanda popular, da grande maioria dos trabalhadores, pois foi um problema colocado pelo próprio sistema produtivo. A moradia é uma necessidade do ser humano e em qualquer sistema produtivo precisa ser garantida a todos e todas, inclusive com a qualidade que as tecnologias disponibilizam para nosso período histórico.

Em vez de tratar como um problema, como caso de polícia, a moradia precisa ser entendida como direito e solução para grande parte dos problemas sociais, econômicos, ambientais, de segurança familiar e pessoal, de segurança alimentar e de saúde. A moradia deve, portanto, ser encarada como um investimento na melhoria das condições de vida da população. Deve ser inclusiva e articulada à cidade, visando o melhor aproveitamento da infraestrutura urbana, dos equipamentos públicos e comunitários, do transporte público de forma a melhorar a mobilidade, ser acessível e assegurar a necessária proteção ambiental, importante para evitar o aquecimento global.

A industrialização levou ao processo inicial do crescimento das cidades tal como conhecemos hoje. Inicialmente as próprias indústrias produziam as habitações para seus trabalhadores próximas às fábricas. O empresariado percebeu que manter seus trabalhadores morando próximos representavam problemas para seus interesses e transferiu a responsabilidade para o Estado. Assim, o Estado passou a intervir diretamente, produzindo uma quantidade restrita de moradias para a parcela da população de maior renda. Para a que tinha menos recursos, a polícia foi usada para dispersá-los pela cidade, para a periferia, onde se formaram inicialmente as favelas. Posteriormente, em função da pressão popular, o Estado teve que implantar políticas públicas, ampliando o acesso, mas ainda de forma insuficiente.

A organização e luta da população é que mostraram a possibilidade e viabilidade de atendimento da demanda, incluindo as populações de menor renda, por meio de subsídios diretos, da autogestão e da assessoria técnica aos demandantes. Verifica-se, assim, que o Estado capitalista tem um papel fundamental na manutenção do déficit da moradia, mas também para a solução do problema, principalmente para as camadas de menor renda. No capitalismo, o problema da moradia só foi assumido pelo Estado com a intensa pressão dos movimentos sociais organizados. Isso aconteceu em todos os países capitalistas.

É importante ressaltar que as respostas mais abrangentes, que investiram em programas visando a solução do problema sempre vieram de governos de esquerda, pois sua principal preocupação é atender a demanda dos trabalhadores e excluídos, e não o lucro das construtoras ou dos banqueiros. É possível quebrar um graveto, mas um feixe deles unidos, é muito difícil. Pode-se, assim, concluir afirmando que Nenhuma Família deve ficar sem Teto, pois é possível resolver o problema. Com certeza, a chave para a solução da moradia, do teto para todos e todas é a persistente organização e luta popular.

Nenhuma Família sem Teto!

Gilson Bergoc
+ postsBio

Doutor e Mestre pela FAU USP. Arquiteto e Urbanista, docente da Universidade Estadual de Londrina na área de urbanismo e planejamento urbano e regional. Integrante do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Urbana. Coordenador de Projeto Integrado – Pesquisa e Extensão da UEL e do núcleo de Londrina do BR Cidades. Ex-Prefeito do Campus da UEL e ex-Diretor de Planejamento Físico Territorial do IPPUL.

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