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MST arrecada materiais escolares para crianças impactadas pelas enchentes; UEL é ponto de coleta

Os impactos das inundações causaram danos em 478 dos 497 municípios gaúchos

No último mês de junho, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) lançou, em todo território nacional, a campanha “Sem Terrinha em solidariedade ao Rio Grande do Sul”. A ação desenvolvida em parceira com outras entidades tem como principal finalidade arrecadar materiais escolares, livros, itens de higiene pessoal e brinquedos para as crianças atingidas pelas enchentes.

“Tudo que as crianças precisam para retomar suas vidas nas nossas escolas. As escolas foram todas tomadas pela enchente, levado tudo que tinha lá. E agora as crianças estão voltando e sem material escolar, sem nada”, pontua Sandra Ferrer, mais conhecida como “Flor”, coordenadora estadual do MST no Paraná.

Embora o nível da água no estado gaúcho tenha abaixado, a catástrofe deixou um rastro de destruição e as doações ainda são muito necessárias. Ao todo, já foram contabilizadas 182 mortes e 31 pessoas ainda seguem desaparecidas, segundo informações da Defesa Civil divulgadas nesta segunda-feira (8).

Dados da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estimam que mais de 10 mil crianças e adolescentes ficaram em abrigos após perderem tudo. Dados da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul consideram que pelo menos 1.090 escolas foram afetadas pelas chuvas, com aproximadamente 396 mil estudantes impactados.

“O nosso objetivo da campanha é trazer autoestima para as crianças, para que elas voltem às aulas de cabeça erguida, visando o futuro delas pela frente. Nós temos uma expectativa grande de que essa campanha nacional alcance o maior número possível de kits para as crianças”, acrescenta Flor.

De acordo com a liderança, foram fixados espaços de arrecadação em todo Paraná (a listagem completa pode ser verificada aqui). Na cidade, foram disponibilizados dois pontos de coleta: a BC (Biblioteca Central) e Secretaria do CECA (Centro de Educação, Comunicação e Artes), ambos localizados no campus da UEL (Universidade Estadual de Londrina).

“Então, companheirada, faça este ato de solidariedade às nossas crianças, doem o que puderem. Transmitam amor através de um lápis, uma caneta, um caderno, uma mochila. Isso é muito importante para quem acabou de perder tudo, inclusive, a sua autoestima e essa volta às aulas significa muito, é retomar suas vidas, a normalidade, e não é fácil”, reforça.

As doações podem ser realizadas até o fim deste mês.

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Franciele Rodrigues
Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.
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Jornalista e cientista social. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem desenvolvido pesquisas sobre gênero, religião e pensamento decolonial. É uma das criadoras do "O que elas pensam?", um podcast sobre política na perspectiva de mulheres.

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